As autoridades da Nigéria anunciaram recentemente a libertação de 100 crianças que haviam sido sequestradas em 21 de novembro na St. Mary’s School, uma escola católica localizada na comunidade de Papiri, no Estado de Níger.
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O grupo de estudantes passou semanas em poder de homens armados, em um episódio que gerou comoção nacional e internacional e reacendeu o debate sobre a crescente onda de sequestros em massa no país.
Detalhes do Resgate
O governo nigeriano informou que as 100 crianças foram resgatadas com vida e encaminhadas para atendimento médico e psicológico. A operação de resgate foi conduzida de forma sigilosa, e não foram divulgados detalhes sobre a ação, nem se houve pagamento de resgate aos sequestradores — conhecidos como bandits.
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O sequestro original envolveu mais de 300 alunos e 12 professores. Embora a libertação de 100 crianças represente um avanço, as autoridades confirmaram que 253 alunos e 12 professores ainda permanecem em cativeiro.
A freira Mary Barron comentou que 50 dos estudantes haviam escapado neste fim de semana por conta própria, caminhando por muito tempo até encontrarem algo familiar.
Violência e Repercussão
Ataques de milícias armadas, sequestros para extorsão e violência extremista têm assolado o Estado de Níger e outras áreas do norte e centro da Nigéria.
A Igreja Católica e organizações humanitárias celebraram a notícia, mas reforçaram a preocupação com a persistente instabilidade. Um porta-voz da diocese local afirmou: “A alegria da libertação é real, mas incompleta. Ainda esperamos pelo retorno de todos os que continuam desaparecidos”.
A violência crescente contra cristãos no país levou o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, a declarar recentemente a Nigéria como um “país de particular preocupação”. Trump e o secretário de Guerra Pete Hegseth criticaram o governo nigeriano pela falta de ação contra os assassinatos e discutiram a possibilidade de cortar a ajuda ao país.
Segundo a Fox News e The Guardian, a pressão sobre o governo federal e as forças de segurança cresce para implementarem ações eficazes de proteção às escolas e comunidades vulneráveis, garantindo a libertação de todas as vítimas restantes.



