Um novo levantamento da organização norte-americana Global Christian Relief acende um alerta global sobre a perseguição religiosa. A “Lista Vermelha 2026”, baseada em dados coletados entre novembro de 2023 e outubro de 2025, confirmou a morte de 1.972 cristãos em decorrência de violência motivada diretamente pela fé.
O relatório utiliza dados do Banco de Incidentes Violentos para monitorar diversas categorias de agressão e aponta que a falta de proteção estatal e a atuação de grupos extremistas, como o Estado Islâmico, são os principais catalisadores dessa crise.
O Mapa da Violência
A perseguição se manifesta de diferentes formas, desde execuções até o fechamento de templos e prisões arbitrárias. Confira os principais destaques por categoria:
Homicídios e Perseguição Letal
A Nigéria continua sendo o país mais letal para os seguidores do cristianismo. O ranking das nações com maior número de assassinatos verificados inclui:
- Nigéria
- República Democrática do Congo (447 mortes)
- Etiópia (177 mortes)
- Rússia (167 mortes)
- Moçambique (94 mortes)
Ataques a Instituições e Prisões
No que diz respeito à liberdade institucional, o relatório registrou mais de 14 mil ataques a edifícios religiosos, com Ruanda e Moçambique liderando essa estatística. Já no campo das detenções, a China encabeça a lista de países que mais prendem cristãos, seguida pela Rússia e Irã, totalizando 2.183 prisões registradas no período.
Deslocamentos e Insegurança Física
A violência forçou mais de 21 mil pessoas a abandonarem seus lares para fugir da perseguição, um fenômeno mais intenso em Moçambique e Myanmar. Em relação a crimes como sequestros e agressões físicas, o México e a Nigéria aparecem como os cenários mais preocupantes.
Resiliência e Solidariedade
Apesar dos números sombrios, Brian Orme, CEO da Global Christian Relief, destaca a força espiritual das comunidades afetadas. Ele ressalta que a resiliência demonstrada por esses fiéis — que mantêm sua devoção em orações silenciosas e pequenos encontros — é uma prova de esperança.
Orme reforça que o sofrimento dessas comunidades deve ser encarado como uma responsabilidade compartilhada por toda a Igreja global, enfatizando a unidade entre os cristãos ao redor do mundo.




