Novos relatos detalham a morte de cristãos iranianos durante a onda de protestos contra o regime islâmico. Organizações de apoio à igreja perseguida, como a Article 18, confirmaram a identidade de vítimas impedidas de receber socorro médico ou tiveram seus corpos entregues apenas mediante pagamento de resgate.
Receba nossas atualizações
O Caso de Mohsen Rashidi
Mohsen Rashidi foi morto na província de Isfahan enquanto tentava realizar um ato de compaixão. Ao tentar resgatar o corpo de um amigo (Shahram Maghsoudlou), que havia sido alvejado por metralhadoras, Mohsen foi baleado pelas costas pelas forças de segurança.
- Negligência Médica: Mesmo ferido e levado ao hospital por populares, agentes do regime impediram sua entrada no pronto-socorro. Ele morreu em decorrência de hemorragia severa.
- Extorsão e Coação: A família relatou que as autoridades tentaram forçá-los a assinar um documento falso afirmando que Mohsen era um paramilitar morto por manifestantes. Diante da recusa, o corpo só foi liberado após o pagamento de 1 bilhão de tomans (cerca de 8 mil dólares).
- Restrições Póstumas: A família foi proibida de realizar funerais ou colocar uma lápide no túmulo. Ele deixa esposa e três filhas.
O Caso de Ehsan Afshari-Manesh
Residente na Suécia, Ehsan estava no Irã para visitar os pais quando foi retido pelas autoridades para cumprir serviço militar obrigatório. Envolvido nos protestos, ele foi baleado no estômago.
Receba as notícias em tempo real!
- Identificação Difícil: Após 11 dias desaparecido, seu corpo foi encontrado com o rosto “irreconhecível e despedaçado”. A identificação só foi possível por meio de tatuagens em suas costas e ombros.
- Luto Internacional: Uma cerimônia em sua memória foi realizada em Västerås, na Suécia, onde frequentava a igreja local.
O Massacre de Janeiro
Segundo o guiame, dados obtidos pelo portal Iran International e pela revista Time indicam um cenário de violência sem precedentes no início de janeiro:
“Estima-se que mais de 36 mil pessoas tenham sido mortas pelo regime aiatolá. Documentos confidenciais e relatos de profissionais de saúde apontam os dias 8 e 9 de janeiro como o massacre de civis mais sangrento da história recente do país.”
A repressão teria sido coordenada pelo Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) e pela milícia Basij, com o auxílio de combatentes estrangeiros vindos do Iraque e da Síria.



