A trajetória de Abu Sami é um retrato das complexidades religiosas no Oriente Médio. Criado em uma família drusa e posteriormente forçado a se converter ao islamismo para preservar seu emprego no serviço público, o agora evangelista vive sob intensa pressão após decidir seguir a Jesus Cristo.
Da Obrigação à Investigação
Após anos praticando os ritos islâmicos por necessidade profissional — incluindo a peregrinação a Meca (Hajj) — a aposentadoria trouxe a Abu a oportunidade de questionar suas crenças. Ao comparar o Alcorão com a Bíblia e acompanhar pregações cristãs, ele e sua esposa entregaram a vida a Cristo, impactados pela mensagem da cruz.
“No Islã, a história era sobre violência, mas o Cristianismo mostrou como Deus nos ama e se importa conosco”, afirmou Abu ao Global Christian Relief.
O Preço do Evangelismo
Diferente de muitos que optam pelo sigilo em regiões de risco, Abu Sami tornou-se um evangelista ativo. Essa postura gerou reações imediatas e severas:
- Ruptura Familiar: Seus próprios irmãos e parentes próximos foram os primeiros a hostilizá-lo, tentando forçá-lo a negar a fé.
- Boicote Econômico: Vizinhos e fornecedores boicotaram sua loja particular, inviabilizando seu sustento.
- Exílio da Comunidade: Acusado por líderes locais de “corromper” outros membros, Abu foi forçado a abandonar seu negócio e o convívio familiar.
Firmeza Diante das Perdas
Apesar de ter perdido a posição social e a estabilidade financeira, Abu declara encontrar descanso nas palavras de Jesus em Mateus 11:28-29. Para ele, a perseguição é um selo de sua nova identidade.
O evangelista mantém uma postura de intercessão por seus perseguidores, expressando o desejo de que as comunidades que hoje o rejeitam possam conhecer a “verdade que liberta”.




