A filha da pastora e conferencista Helena Tannure comoveu a internet na última quarta-feira (1º) ao aparecer numa transmissão ao vivo ao lado de seus pais, os pastores Helena e João Tannure, entoando o clássico “Preciso de Ti”, do ministério Diante do Trono — o mesmo que projetou a família no cenário gospel nacional. Clara apareceu em uma transmissão ao vivo ao lado de seus pais, cantando o clássico, um dos hinos mais emblemáticos do ministério que projetou a família nacionalmente. O momento viralizou nas redes sociais e reacendeu a esperança de muitos seguidores da família.
Uma cena que fala mais do que palavras
O momento foi descrito por Clara como uma vitória do afeto sobre as divergências. “Abençoada demais porque tenho eles comigo. É lindo ver o amor vencer”, escreveu a jovem em suas redes sociais. Para quem acompanha a trajetória da família há anos, ver Clara ao lado dos pais cantando um hino tão marcante é, no mínimo, um sinal de que o amor, quando verdadeiro, resiste a qualquer distância.
Para os fãs, ver a família reunida cantando louvores remeteu ao período em que Clara integrava o Diante do Trono Kids, antes de sua transição para uma carreira secular. A lembrança daquele tempo tocou o coração de muita gente que cresceu ouvindo as músicas do ministério e viu Clara como uma das vozes mais queridas do grupo infantil.
A jornada de Helena: amor que não desiste
Por trás dessa cena emocionante há uma história de superação que Helena Tannure tem compartilhado com coragem em suas ministrações. Em depoimento recente ao podcast Café com Ferri, a conferencista abriu o coração sobre os desafios da maternidade e o longo processo de cura emocional que viveu na relação com Clara.
Helena confessa que, no início, a conexão com a filha mais velha era mais difícil do que com os outros filhos. Ela reconhece que, naquele período, projetava em Clara suas próprias inseguranças e feridas não resolvidas — via na filha um reflexo de si mesma que, naquela época, ela não conseguia aceitar. Na tentativa de compensar essa distância afetiva, recorria a presentes materiais, sem perceber que o que Clara mais precisava era de atenção, tempo de qualidade e um olhar presente.
Três pilares que mudaram tudo
O processo de transformação nessa relação foi pautado, segundo Helena, em três movimentos fundamentais. O primeiro foi reconhecer o papel do Espírito Santo: a pastora reforça que, embora caiba à mãe amar e declarar esse amor, a verdadeira mudança no coração pertence a Deus. O segundo foi o perdão — incluindo o autoperdão. Helena conta que um momento decisivo foi aceitar que, no período mais difícil, ela fez o que deu conta com as ferramentas emocionais que tinha. Parar de se cobrar pelo passado foi um passo libertador. O terceiro pilar foi tomar o amor de Jesus como padrão: assim como Ele amou a humanidade mesmo em meio às falhas, é possível amar profundamente mesmo sem concordar com todas as escolhas dos filhos.
O amor que acolhe sem abrir mão da fé
Helena Tannure, conhecida por suas ministrações sobre cura interior e família, tem sido elogiada por manter a proximidade e o acolhimento à filha, independentemente das mudanças comportamentais de Clara. O episódio reforça a mensagem de que, no clã Tannure, a mesa continua posta para todos.
Não é uma postura fácil. Helena já admitiu publicamente que foi difícil enfrentar críticas de dentro do próprio meio evangélico. Ela chegou a ouvir questionamentos duros, como “quem é você para ministrar a palavra, você não consegue nem convencer uma filha sua a seguir a Jesus.” Mesmo assim, ela não recuou nem da fé nem do amor pela filha — e tem afirmado que não carrega mais o fardo disso, pois já o entregou ao Senhor.
Para Helena, a história de Clara ainda não acabou. Ela acredita que cada filho precisa de uma experiência pessoal e genuína com Deus, e que o papel dos pais é manter a porta aberta, orar e continuar amando — sem impor, sem afastar.
A cena da live com “Preciso de Ti” pode não ser uma conversão pública, nem o fim de uma longa jornada. Mas é uma declaração silenciosa e poderosa de que, quando o amor é real, ele encontra formas de se expressar — às vezes, numa música cantada em família, num dia comum de semana.




