A história humana é, em grande parte, a história de quem pertence e quem fica de fora. Toda cultura construiu fronteiras — linguísticas, étnicas, territoriais. E dentro dessas fronteiras, hierarquias. Uns mais importantes, outros menos. Isso é tão antigo quanto Babel.
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E cantavam um cântico novo: ‘Digno és de tomar o pergaminho e de abrir os seus selos, porque foste morto, e com o teu sangue compraste para Deus pessoas de toda tribo, língua, povo e nação’.
Apocalipse 5.9 — KJA
O cântico que ecoa no trono do universo não é cantado por um povo só. É uma polifonia — vozes de toda tribo, língua, povo e nação, todas unidas em torno do único digno: o Cordeiro que foi morto. João estava preso em Patmos, longe de casa, quando recebeu essa visão. O que ele viu não foi um Deus tribal — foi um Redentor global.
“Compraste para Deus” — o verbo é de resgate, de compra no mercado de escravos. A cada povo que o sangue de Cristo alcançou, a narrativa de quem pertence e quem fica de fora foi rasgada. Não existe etnia mais próxima de Deus por ter história mais longa com a Bíblia. Não existe língua mais sagrada diante do trono.
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Neste dia em que lembramos dos povos indígenas da nossa terra, o texto não deixa espaço para hierarquia: toda tribo, toda língua é digna de ser redimida. E muitas já cantam esse cântico novo.
Vamos Orar
Senhor, que bonito será quando todas as tribos, línguas, povos e nações estiverem diante do Teu trono cantando juntos. Hoje lembramos dos povos que vieram antes de nós nessa terra — e pedimos que o Teu Evangelho continue alcançando cada grupo, cada língua, cada aldeia. Que a Igreja seja fiel em levar o cântico novo a quem ainda não ouviu. Em nome de Jesus, amém.



