O ser humano é o único ser vivo que nomeia o lugar onde mora como se fosse seu — e ao mesmo tempo é o único que tem o poder de destruí-lo em escala global. Cada 22 de abril, o mundo para para pensar nisso. Mas a Bíblia chegou antes.
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“Do Senhor é a terra e a sua plenitude, o mundo e os que nele habitam. Porquanto ele a fundou sobre os mares e a firmou sobre as águas.” (Salmos 24.1-2 — KJA)
Davi abre esse salmo com uma declaração que subverte qualquer ideia de posse humana sobre o planeta. A terra não é nossa. Nunca foi. Ela pertence a Deus — e não de forma abstrata ou poética, mas porque Ele a criou e a sustenta. “A plenitude” inclui tudo: os oceanos, as florestas, os animais, o ar. Nada disso é herança nossa. É administração.
A palavra-chave aqui é responsabilidade. Cuidar da criação não é agenda política — é fidelidade bíblica. O primeiro mandato que Deus deu ao ser humano no Gênesis foi administrar e guardar o jardim. Não conquistar. Não consumir. Guardar.
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Isso não significa que todo problema ambiental tem solução simples ou que fé e ciência sempre concordam nos detalhes. Mas significa que um cristão não pode ser indiferente à criação de Deus como se ela fosse descartável. Ela foi feita por Ele, para a glória Dele — e está sob nossos cuidados.
Hoje é um bom dia para lembrar: somos mordomos, não donos.
Vamos Orar
Senhor, perdoa a nossa arrogância de tratar o que é Teu como se fosse nosso. Tu fundaste a terra — e ela ainda é Tua. Dá-nos olhos para enxergar a criação com o mesmo cuidado com que Tu a fizeste. Que nossa fé se manifeste também no modo como tratamos o mundo ao redor — com responsabilidade, não indiferença. Ajuda-nos a ser fiéis no que nos foi entregue para guardar. Em nome de Jesus, amém.



