A região de Manipur, na Índia, voltou a enfrentar dias de forte instabilidade após a retomada de protestos iniciados em 13 de abril de 2026, que se estenderam por quase uma semana. Diante da escalada da violência, as autoridades mantiveram o toque de recolher, ampliaram o bloqueio da internet e reforçaram a presença de forças de segurança em áreas consideradas críticas. A nova onda de manifestações foi desencadeada pela morte de duas crianças e outros civis, reacendendo tensões étnicas e religiosas que já persistem há anos.
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Relatos de parceiros locais apontam um cenário de medo generalizado, com veículos incendiados, confrontos em diferentes distritos e uma população revoltada diante da falta de soluções efetivas. Mesmo com tentativas de diálogo e envio de tropas, o conflito segue sem perspectiva de resolução duradoura, agravando a insegurança na região.
Cristãos, especialmente da etnia meitei, estão entre os grupos mais afetados, enfrentando restrições tanto pela violência quanto pelas limitações impostas pelas autoridades. Com dificuldades para se reunir, muitos têm realizado encontros em locais improvisados, incluindo igrejas destruídas. Além disso, líderes religiosos e fiéis lidam com perda de renda e crescente pressão social.
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Segundo a Portas Abertas, a crise humanitária também se intensifica, com milhares de pessoas vivendo em campos de deslocados, enfrentando condições precárias e acesso limitado a recursos básicos. Crianças e jovens crescem em meio ao trauma e à interrupção da educação, enquanto o cenário geral reforça os desafios enfrentados por cristãos na Índia, país que figura entre os mais críticos em termos de perseguição religiosa no mundo.



