O encarregado de negócios da Embaixada dos Estados Unidos em Cuba, Mike Hammer, participou recentemente do Culto de Pentecostes realizado na histórica Igreja Batista El Calvario, em Havana. Em vídeo divulgado pela embaixada, o diplomata destacou a importância da liberdade religiosa e relembrou que a congregação foi fundada há mais de um século por missionários americanos.
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A participação do representante norte-americano acontece em meio às tensões diplomáticas entre Estados Unidos e Cuba, especialmente em debates envolvendo direitos humanos e liberdade religiosa. Nos últimos anos, autoridades americanas têm criticado o governo cubano por supostas restrições impostas a igrejas independentes e líderes cristãos.
Relatórios recentes do Departamento de Estado dos EUA voltaram a mencionar Cuba em listas de observação relacionadas à liberdade religiosa. O secretário de Estado Marco Rubio, filho de cubanos, também tem reforçado críticas ao regime cubano em relação ao tratamento dado a grupos religiosos.
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Por outro lado, o governo cubano afirma que existe liberdade para prática religiosa no país e acusa os EUA de utilizarem o tema como ferramenta política. Apesar da abertura gradual ocorrida desde os anos 1990, organizações cristãs internacionais continuam denunciando vigilância e dificuldades enfrentadas por igrejas evangélicas na ilha.
A Portas Abertas relata que muitas congregações enfrentam obstáculos para obter reconhecimento oficial, o que leva diversas igrejas a funcionarem sem registro formal. Segundo a entidade, líderes cristãos que criticam o governo podem sofrer perseguição, monitoramento e restrições.
Atualmente, Cuba ocupa a 24ª posição na Lista Mundial da Perseguição da Portas Abertas. Nesse contexto, a presença de Mike Hammer no culto foi interpretada por observadores como um gesto público de apoio à liberdade religiosa no país caribenho.



