Mais de 20 famílias cristãs fugiram de suas casas na vila Jhulan, no Paquistão, após uma acusação de blasfêmia contra o pastor Sajeel Robin, que atualmente vive nos Estados Unidos. A tensão começou quando uma mesquita local anunciou, por alto-falantes, que o líder teria publicado vídeos nas redes sociais sobre o Islã considerados ofensivos.
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Segundo o defensor de direitos humanos Joseph Nayyar, familiares do pastor que ainda vivem na vila teriam compartilhado alguns desses vídeos em grupos de WhatsApp. Após os anúncios, a polícia orientou os cristãos a deixarem suas casas por segurança, diante do risco de ataques de multidões.
A situação foi controlada com a ajuda da polícia, do chefe da vila e de moradores muçulmanos, que pediram que cristãos inocentes não fossem atacados. O pai e o tio do pastor foram colocados sob custódia protetiva, enquanto seu irmão se escondeu para evitar detenção.
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De acordo com a Morning Star News, após um pedido de desculpas feito por familiares do pastor, líderes muçulmanos assinaram uma declaração afirmando que os “perdoavam”, permitindo o retorno das famílias cristãs. O caso reacende o temor de violência por acusações de blasfêmia no Paquistão, país que ocupa o 8º lugar na Lista Mundial da Perseguição 2026 da Portas Abertas.



