Pastor Ezra Jin, líder e fundador da Igreja Zion, concedeu sua primeira entrevista após deixar a prisão na China, onde relatou os momentos de perseguição, pressão psicológica e os desafios enfrentados por cristãos que resistem ao controle estatal sobre igrejas independentes. A conversa foi exibida pela Sky News em uma reportagem especial que acompanhou a repressão contra igrejas domésticas no país.
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Preso em outubro de 2025 sob a acusação de “operações comerciais ilegais”, uma acusação frequentemente utilizada contra líderes religiosos independentes, Ezra contou que viveu uma rotina rígida no cárcere e sofreu pressão para confessar crimes que afirma não ter cometido. Segundo ele, chegou a escrever uma carta para a família dizendo que não admitiria uma culpa falsa e que não tiraria a própria vida.
O pastor também revelou detalhes de sua libertação inesperada. Após ser retirado da cela e levado por agentes até uma estação de trem, descobriu que estava sendo conduzido ao aeroporto. As autoridades informaram que, apesar das acusações, ele não seria processado e, pouco depois, Ezra embarcou para os Estados Unidos, onde reencontrou sua família após meses de separação.
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Apesar da liberdade, Ezra afirmou que sua história está longe de representar o fim da perseguição religiosa na China. Ele destacou que mais de 100 pastores ainda permanecem presos e pediu atenção aos cristãos que continuam enfrentando dificuldades por causa da fé. Segundo ele, as operações contra igrejas domésticas seguem acontecendo e muitos fiéis vivem sob medo e pressão constante.



