Uma onda de violência entre comunidades hindus e muçulmanas no Nepal tem preocupado cristãos locais. Os confrontos ocorreram em 26 de julho, na região de Madhesh, no Sudeste do país, deixando pelo menos três mortos e 25 feridos. A tensão começou durante uma procissão religiosa hindu no distrito de Sunsari, após uma discussão envolvendo música alta e bandeiras religiosas. Casas, veículos e estabelecimentos também foram danificados, enquanto as autoridades reforçaram a segurança e impuseram toques de recolher em algumas localidades.
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Após os confrontos, integrantes do grupo hindu Samrat Sena realizaram novos protestos em diferentes pontos de Madhesh, bloqueando estradas e incendiando veículos. No início de agosto, o governo iniciou negociações com representantes do movimento e chegou a um acordo com 19 pontos, incluindo a investigação da violência, assistência às vítimas e reforço da segurança. Os manifestantes também passaram a defender o retorno do Nepal ao status de nação hindu e medidas mais rígidas contra conversões religiosas.
A instabilidade também afetou a rotina das igrejas. Parceiros locais da Portas Abertas relataram medo de que os conflitos atinjam outras comunidades religiosas e dificuldades para circular durante os protestos. Em algumas regiões, igrejas suspenderam temporariamente os cultos presenciais e passaram a realizar reuniões online. Outros líderes reduziram o volume das celebrações e deixaram de utilizar instrumentos musicais como medida de segurança, diante de ameaças contra cristãos.
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O Nepal ocupa atualmente a 54ª posição na Lista Mundial da Perseguição 2026. Apesar das garantias constitucionais de liberdade religiosa, cristãos enfrentam suspeitas, discriminação e acusações relacionadas à conversão. Diante do cenário de tensão, líderes locais pedem orações pela paz no país, pela segurança das igrejas e pelo fortalecimento dos cristãos que permanecem firmes na fé em meio à insegurança.



