Nina Shea, diretora do Centro para a Liberdade Religiosa do Hudson Institute, classificou como “estupro sistemático” os abusos sexuais relatados por mulheres cristãs sequestradas por extremistas Fulani na Nigéria. Segundo a especialista, algumas vítimas são levadas para áreas próximas à floresta de Rijana, no estado de Kaduna, onde permanecem em cativeiro e sofrem abusos repetidos.
Receba nossas atualizações
Em entrevista ao jornal Truth Nigeria, Shea afirmou que a violência sexual tem sido usada como uma forma de atingir comunidades cristãs. “Deixadas indefesas diante de repetidos ataques de estupro, as mulheres sofrem traumas profundos, os homens se sentem desmoralizados e derrotados, e vila após vila, a comunidade da igreja é destruída”, declarou. Ela também criticou a resposta das autoridades e pediu que o governo dos Estados Unidos pressione a Nigéria a ampliar a proteção aos cristãos.
Uma das sobreviventes é Ruth Maigari, agricultora cristã de 30 anos, sequestrada em junho enquanto seu marido comprava fertilizante. Segundo seu relato, dois homens armados a levaram para um acampamento e a violentaram repetidamente durante mais de duas horas antes de libertá-la no dia seguinte. Outros moradores afirmam que casos semelhantes são frequentes na região.
Receba as notícias em tempo real!
Líderes locais também relataram que muitas vítimas permanecem em silêncio por medo de discriminação e rejeição, inclusive dentro das próprias famílias. Ali Ado Alipiri, presidente de um campo de deslocados internos em Kaduna, afirmou que casos de sequestro e violência sexual contra mulheres são registrados desde 2016 e acusou as autoridades estaduais de terem conhecimento das denúncias sem apresentar medidas suficientes para impedir os ataques.



