Quinta-feira, 22 de outubro de 2026
Economia

Aneel dá aval para consulta pública visando diminuição da bandeira tarifária

Aneel dá aval para consulta pública visando diminuição da bandeira tarifária

Redução nas tarifas das bandeiras e consulta pública

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou uma possível redução no valor das bandeiras tarifárias, que são cobranças extras em situações de escassez de eletricidade. Segundo a proposta, a bandeira amarela teria uma diminuição de 36,9%, passando de R$ 2,989 para R$ 1,885 a cada 100 quilowatts-hora consumidos. Já para a bandeira vermelha, a redução seria de 31,3% no patamar 1 e de 19,6% no patamar 2. A Aneel abriu uma consulta pública para discutir o assunto.

Motivos para a redução

A possibilidade de diminuição nas tarifas se deve a três fatores principais. Primeiro, os reservatórios das hidrelétricas estão em níveis confortáveis, o que assegura um fornecimento adequado de energia. Além disso, o Brasil tem investido na expansão das energias renováveis, como a eólica e a solar, que estão em alta. Por fim, o preço internacional dos combustíveis fósseis, como carvão e gás natural, utilizados pelas termelétricas, caiu em relação ao ano passado.

No momento, a proposta da redução não terá impacto imediato nas contas de luz, uma vez que as bandeiras tarifárias estão no nível verde desde abril do ano passado, o que significa que não há cobranças adicionais. No entanto, a Aneel afirmou que o ajuste das tarifas elétricas para os próximos períodos será menor devido às bandeiras tarifárias mais baixas e aos custos reduzidos do Sistema Interligado Nacional.

O que são as bandeiras tarifárias

As bandeiras tarifárias foram criadas em 2015 pela Aneel com o objetivo de refletir os custos variáveis da geração de energia elétrica. Elas indicam o valor que está sendo gasto pelo Sistema Interligado Nacional (SIN) para produzir a energia usada nas residências, comércios e indústrias. Quando a conta de luz é calculada na bandeira verde, não há acréscimo. Já nas bandeiras amarela e vermelha, são aplicadas cobranças adicionais, que variam de acordo com o consumo.

No período em que a bandeira de escassez hídrica esteve em vigor, de setembro de 2021 a abril de 2022, foi cobrado um valor extra de R$ 14,20 a cada 100 kWh consumidos pelos clientes. É importante ressaltar que o SIN é dividido em quatro subsistemas - Sudeste/Centro-Oeste, Sul, Nordeste e Norte - e praticamente todo o país é atendido pelo sistema, exceto algumas regiões do Norte, Mato Grosso e todo o estado de Roraima.

Atualmente, existem 212 localidades isoladas do SIN, onde o consumo é baixo e representa menos de 1% da carga total do país. Nessas regiões, a demanda por energia é suprida principalmente por termelétricas movidas a óleo diesel.



*Com informações da Agência Brasil

Redação

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