Quinta-feira, 22 de outubro de 2026
Economia

BB realiza sua primeira negociação de créditos de carbono no mercado internacional

BB realiza sua primeira negociação de créditos de carbono no mercado internacional

BB realiza transação histórica de créditos de carbono no mercado internacional

Pela primeira vez na história, o Banco do Brasil (BB) negociou créditos de carbono no mercado internacional. Essa operação inovadora aconteceu recentemente, com a compra de 5 mil créditos de carbono do Projeto Envira Amazônia, operado pelo banco francês BNP Paribas, e a venda para o Standard Chartered Bank no exterior.

Essa transação piloto foi uma forma de testar e validar o novo modelo de negócios do BB. O Projeto Envira possui certificação pela Verra, principal avaliador do mercado voluntário de carbono, com foco em redução de desmatamento e degradação. Com mais de 200 mil hectares da Floresta Amazônica protegidos, esse projeto também possui o selo Clima, Comunidade e Biodiversidade (CCB), que assegura a destinação de parte dos créditos gerados em benefício da comunidade local.

O BB e sua atuação no mercado de carbono

Como parte de sua estratégia, o Banco do Brasil pretende se destacar na negociação de mercado de carbono, desde o desenvolvimento de projetos geradores de crédito até a compra e venda desses ativos. Além disso, a instituição também planeja oferecer assessoria para a realização de inventários de emissões de gases de efeito estufa.

O BB afirma que os projetos apoiados pela instituição têm como resultado a preservação de mais de 500 mil hectares de floresta nativa. Com o objetivo de ampliar seu compromisso ambiental, social e de governança, o banco criou no início deste mês uma unidade estratégica dedicada exclusivamente a boas práticas nessas áreas.

O Banco do Brasil está alinhado aos 12 compromissos para um futuro mais sustentável e tem como meta conservar ou reflorestar 1 milhão de hectares até 2025, especialmente nas áreas de reflorestamento e conservação florestal.

Perspectivas de expansão

O mercado global de créditos voluntários de carbono atingiu US$ 2 bilhões em 2022 e espera-se um crescimento exponencial nos próximos anos. No Brasil, a consultoria Way Carbon, especializada no setor, estima que o volume de negociações alcance US$ 20 bilhões até 2030.

No mercado de crédito de carbono, as empresas podem compensar suas emissões de gases de efeito estufa. Cada empresa tem uma meta específica de emissões, e aquelas que emitem menos podem vender os créditos excedentes para outras que ultrapassaram seus limites. O crédito de carbono corresponde a uma tonelada de gás carbônico (CO2) ou outros gases de efeito estufa que deixaram de ser lançados na atmosfera.

As empresas também têm a opção de comprar créditos de carbono ao financiar projetos ambientais ou de desenvolvimento sustentável. Os mercados de carbono ganharam destaque desde a assinatura, por países membros da ONU, do Protocolo de Kyoto em 1997.



*Com informações da Agência Brasil

Redação

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