Quinta-feira, 22 de outubro de 2026
Economia

Em fevereiro, endividamento e inadimplência do consumidor apresentam queda

Em fevereiro, endividamento e inadimplência do consumidor apresentam queda

O percentual de famílias com dívidas atrasadas, ou seja, em situação de inadimplência, apresentou a quinta queda consecutiva, atingindo 28,1% em fevereiro. Esses dados foram divulgados pela Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Essa redução colocou a inadimplência no menor nível desde março de 2022, quando estava em 27,8%.

Redução do endividamento

Além da queda na inadimplência, a proporção de famílias endividadas, mesmo sem atrasos nos pagamentos, também registrou recuo, alcançando 77,9% em fevereiro, contra 78,1% em janeiro. Na comparação anual, a redução é ainda mais expressiva, comparada aos 78,3% de fevereiro de 2023.

A CNC destaca que a redução na proporção de endividados foi mais acentuada entre as mulheres, enquanto os homens mantiveram o mesmo patamar. Isso indica uma melhora no planejamento financeiro das famílias lideradas por mulheres, o que pode impulsionar o retorno dessas famílias ao mercado de consumo em 2024.

Projeções otimistas

Apesar da preocupação com o alto nível de endividamento, a CNC ressalta que o crédito é um incentivador do consumo e uma fonte de renda adicional para a população. As projeções indicam um aumento no nível de endividamento nos próximos meses, atingindo 79,9% em dezembro de 2024. Por outro lado, a proporção de famílias inadimplentes deve continuar em queda, fechando o ano em 27,3%.

Principais modalidades de dívida

Segundo a pesquisa, a modalidade de dívida mais comum entre as famílias é o cartão de crédito, com 86,9% de participação, seguido por carnês (15,8%), crédito pessoal (9,9%), financiamento imobiliário (8,7%), financiamento de veículo (8,6%) e crédito consignado (6%). O tempo médio de comprometimento do orçamento é de sete meses, com um atraso médio de 63,6 dias. Em média, as famílias comprometeram 30,4% da renda com dívidas em fevereiro.

A pesquisa da CNC é realizada com 18 mil consumidores em todo o Brasil, incluindo o Distrito Federal, mostrando um panorama abrangente da situação financeira das famílias no país.

*Com informações da Agência Brasil

Redação

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