Quinta-feira, 22 de outubro de 2026
Economia

Ministério prevê um superávit comercial recorde de US$ 93 bilhões

Ministério prevê um superávit comercial recorde de US$ 93 bilhões

Projeções indicam superávit comercial recorde para 2023

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) divulgou uma projeção otimista para o superávit comercial do Brasil em 2023. O órgão estima um saldo positivo de US$ 93 bilhões, o que representa um aumento de 51,2% em relação ao resultado de 2022.

Exportações e importações desempenham papéis fundamentais nessa projeção. O governo espera que as exportações atinjam a marca de US$ 334,2 bilhões, um leve aumento em relação ao ano anterior. Por outro lado, as importações devem cair para US$ 241,1 bilhões, apresentando uma redução de 11,5%.

Explicação para o aumento nas exportações

O subsecretário de Inteligência e Estatísticas de Comércio Exterior do MDIC, Herlon Brandão, atribui esse saldo positivo ao desempenho positivo das exportações, mesmo com a diminuição nos preços das commodities. A expectativa é que as exportações continuem crescendo, impulsionando o resultado geral.

Motivos para a redução nas importações

Essa projeção também leva em consideração a desaceleração econômica e a redução do consumo no país. A expectativa é que as importações sejam afetadas negativamente por esses fatores, principalmente nas compras de bens intermediários. No acumulado do ano, as importações de bens de capital tiveram um aumento de 9,9%, enquanto as compras de bens de consumo subiram 17,2%.

Impacto da guerra entre Rússia e Ucrânia

Além disso, a guerra entre Rússia e Ucrânia também contribuiu para a queda nos preços das commodities e impactou as importações brasileiras nos últimos meses. Itens como fertilizantes, adubos e combustíveis apresentaram redução significativa nos preços internacionais. Por exemplo, os adubos e fertilizantes tiveram uma queda de 50,4% em setembro em comparação com o mesmo mês do ano anterior. Já o preço médio dos combustíveis importados diminuiu 15,7%, e o trigo teve uma queda de 36,1%.



*Com informações da Agência Brasil

Redação

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