Quinta-feira, 22 de outubro de 2026
Economia

Petrobras planeja separar petróleo do CO2 no fundo do mar a partir de 2028

Petrobras planeja separar petróleo do CO2 no fundo do mar a partir de 2028

Projeto Hisep: Petrobras anuncia inovação na reinjeção de CO2

A Petrobras anunciou nesta terça-feira (20) que, dentro de quatro anos, iniciará a fase piloto de um novo projeto de reinjeção de dióxido de carbono (CO2) retirado de campos petrolíferos no subsolo. A grande novidade do projeto Hisep é que a separação entre o óleo e o gás carbônico ocorrerá no fundo do mar, e não na plataforma, representando uma inovação tecnológica.

Implantação da fase piloto

A fase piloto do projeto Hisep será implantada no pré-sal do campo de Mero, na Bacia de Santos. Após testes em laboratório, a Petrobras realizará a contratação para montagem dos equipamentos submarinos responsáveis pela separação e reinjeção do gás. O investimento total, desde o início da pesquisa em 2014 até o início da fase piloto em 2028, está estimado em cerca de US$ 1,7 bilhão.

Tecnologia Hisep e seus benefícios

O dióxido de carbono está associado ao óleo nos reservatórios subterrâneos. Ao extrair o petróleo, uma grande parte do gás é lançada na atmosfera. A Petrobras já reinjeta parte do CO2 no subsolo, mas o projeto Hisep visa aumentar o percentual de reinjeção. A tecnologia prevê a liquefação do CO2 através de equipamentos submarinos que elevam a pressão sobre o gás, reinjetando-o no subsolo em forma líquida, evitando sua dispersão na atmosfera.

Descabonização e redução de custos

O presidente da estatal, Jean Paul Prates, destacou a importância da descarbonização da atividade do petróleo para a transição energética. Ele ressaltou que a Petrobras busca realizar essa transição de forma responsável, enfrentando pressões diversas em relação ao ritmo das mudanças. Por sua vez, o diretor de Engenharia, Tecnologia e Inovação da Petrobras, Carlos Travassos, apontou que o projeto Hisep poderá proporcionar redução de custos em relação às plataformas, com potencial para tornar economicamente viáveis campos com alto teor de CO2 e reduzir a exposição de funcionários ao risco, retirando o processo da planta da plataforma.

*Com informações da Agência Brasil

Redação

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