Quinta-feira, 22 de outubro de 2026
Economia

Projeção da OCDE aponta crescimento de 1,8% do PIB brasileiro em 2024

Projeção da OCDE aponta crescimento de 1,8% do PIB brasileiro em 2024

Economia Brasileira em 2024: Perspectivas e Projeções

Após superar as previsões e crescer fortemente no início de 2023, a economia brasileira deverá crescer 1,8% no próximo ano, estimou nesta segunda-feira (18) a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Segundo a OCDE, organização formada por países que se comprometem com metas econômicas, sociais, ambientais e de desenvolvimento, a atividade econômica brasileira está “convergindo para o crescimento potencial”, com uma demanda doméstica e global enfraquecida.

Impacto na Demanda Doméstica e Global

O consumo privado e os investimentos crescerão em 2024 em ritmo mais moderado do que no passado, por causa de condições de crédito mais restritivas e da desaceleração da economia global, de acordo com o relatório bianual Estudos Econômicos da OCDE: Brasil.

Além disso, a desaceleração da economia chinesa, principal comprador de produtos brasileiros, poderá diminuir o crescimento das exportações do Brasil. Apesar da desaceleração, o relatório projeta alta de 4% nas vendas do Brasil para o exterior em 2024.

Fatores Compensatórios e Projeção Inflacionária

Outros fatores compensam a queda da demanda doméstica e global. A queda da inflação abre espaço para novas reduções de juros, que resultarão em aumento de investimentos. “O crescimento mais lento do crédito e os aumentos menores de salários reduzirão a renda das famílias e contribuirão para diminuir a inflação”, ressaltou o relatório.

Regras fiscais e Metas Fiscais

Chefe da Divisão de Estudos de Países da OCDE, Jens Arnold elogiou a aprovação do novo arcabouço fiscal, mas disse que o Brasil terá um grande desafio para cumprir as metas fiscais da nova regra, como o déficit primário zero em 2024.

Dívida pública e Projeções

A OCDE também apresentou projeções para a dívida pública do país. Segundo a organização, o endividamento voltou a subir e poderá alcançar 90% do PIB em 2047. Para 2024, a instituição prevê que a dívida bruta do governo geral, indicador divulgado pelo Banco Central e usado para comparações internacionais, encerrará o ano próxima de 80% do PIB.

Declarações do Governo Brasileiro

Durante a entrevista coletiva de apresentação do relatório, o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Guilherme Mello, destacou que a consistência na queda dos juros será um fator determinante para o crescimento da economia brasileira em 2024. Ele observou que ambas as estimativas da OCDE e da SPE preveem trajetórias parecidas para o PIB no próximo ano.

A secretária de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda, Tatiana Rosito, afirmou que o relatório da OCDE não coincide 100% com as avaliações da equipe econômica. Ela disse que o governo brasileiro ainda está avaliando o memorando inicial para a adesão do Brasil à organização.



*Com informações da Agência Brasil

Redação

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