Quinta-feira, 22 de outubro de 2026
Fé

Após 4 meses sem ataques, cristãos no Paquistão comemoram o Natal

Após 4 meses sem ataques islâmicos, os cristãos no Paquistão comemoram o Natal com segurança no final de semana.

Após 4 meses sem ataques islâmicos, os cristãos no Paquistão comemoram o Natal com segurança no final de semana. Foto: Reprodução/YouTube/BBC News.

Quatro meses após uma onda de ataques islâmicos contra igrejas e residências de cristãos no Paquistão, a minoria cristã celebrou o Natal com segurança no final de semana.

Ruas e igrejas em todo o país foram decoradas com luzes e árvores para marcar a festividade, segundo o The Christian Post.

Apesar das perseguições violentas enfrentadas, os seguidores de Cristo reuniram-se nas igrejas, trajando roupas festivas, para orar por paz e unidade, conforme relatado pelo jornal local Dawn.

Grandes cidades como Karachi, Islamabad, Lahore e Peshawar testemunharam diversos cultos especiais de Natal.

Segurança Garantida

O governo facilitou as celebrações, adiantando salários e licenças a funcionários cristãos e reforçando a segurança nas igrejas, conforme o Pakistan Today.

"O Natal é nosso dia mais feliz", afirmou o pastor Faheem Shahzad, líder da Igreja Presbiteriana. "As pessoas vêm às igrejas para participar das orações e funções. Sou grato a Deus porque expressam amor, paz e unidade por meio dessas orações."

Em agosto de 2023, centenas de pessoas atacaram um bairro cristão em Jaranwala, Faisalabad, após relatos de suposta profanação do Alcorão. Cerca de 25 igrejas e casas foram incendiadas.

Realidade dos Cristãos

No Paquistão, vivem aproximadamente 4,2 milhões de cristãos, representando 1,8% da população de 229 milhões. O Islã é seguido por 96,5% dos habitantes, seguido por 2,1% de hindus.

Embora a constituição paquistanesa proteja oficialmente os direitos das minorias religiosas, críticos argumentam que o governo falha na aplicação desses direitos.

Segundo o guiame, a instituição de caridade cristã Portas Abertas relata que os cristãos no país são tratados como cidadãos de segunda classe e classificou o Paquistão como o sétimo lugar mais desafiador para os cristãos viverem, devido à perseguição e dificuldades enfrentadas.

Redação

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