Quinta-feira, 22 de outubro de 2026
Fé

Mais de sete mil congregações deixam Igreja Metodista Unida nos EUA devido à questão LGBT

A Igreja Metodista Unida nos Estados Unidos enfrenta um considerável êxodo de congregações devido à postura liberal em favor de agenda LGBT.

Igreja Metodista Unida nos Estados Unidos enfrenta um grande êxodo de congregações contrárias ao movimento liberal

A Igreja Metodista Unida, uma das maiores dos Estados Unidos, enfrenta um considerável êxodo de congregações devido à postura liberal teológica adotada e à aceitação da homossexualidade entre seus membros. Desde 2019, mais de 7.200 congregações, sendo 5.200 delas somente neste ano, optaram por se desvincular da denominação.

Uma Tendência em Ascensão

Regiões como Kentucky, norte do Alabama, norte da Geórgia, Carolina do Norte e Indiana testemunharam a saída de centenas de congregações da Igreja Metodista Unida. A liderança da igreja optou por adiar votações de propostas para dificultar essas práticas, o que, segundo relatos, intensificou o movimento de desfiliação. Muitas destas congregações optaram por estabelecer uma nova denominação, a Igreja Metodista Global, que segue uma abordagem teológica conservadora.

Conflito Teológico Interno

O embate dentro da igreja surgiu devido à postura de tolerância adotada pela liderança, que tem favorecido uma interpretação progressista das escrituras. No entanto, o Livro de Disciplina da denominação segue uma linha ortodoxa que condena a prática homossexual.

Os defensores do liberalismo teológico buscaram mudanças no Livro de Disciplina ao longo dos anos para permitir celebrações de uniões homoafetivas e a ordenação de homossexuais, apesar de não terem sido aprovadas tais alterações. Isso levou a ações individuais de algumas congregações que já ordenam homossexuais ao ministério pastoral e realizam cerimônias para casais LGBTQIA+, uma postura contestada por uma parcela significativa das congregações ainda afiliadas à Igreja Metodista Unida.

Divergências e Ensinos Bíblicos

Muitos desses embates se baseiam em interpretações bíblicas distintas. Enquanto defensores do liberalismo teológico buscam uma postura mais inclusiva, outros fiéis se apoiam em passagens bíblicas, como as de Paulo em 1 Coríntios 6.8-10, que discutem sobre condutas e a herança do reino de Deus, e o profeta Ezequiel 44.23, enfatizando o papel dos pastores em ensinar sobre o sagrado e o profano.

Com informações do The Christian Post

Redação

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