Quinta-feira, 22 de outubro de 2026
Fé

Pesquisadores começam a investigar possível lugar que a Arca de Noé repousou

Pesquisadores investigam uma formação na Turquia que pode ter relação com a Arca de Noé e buscam novas evidências.

Pesquisadores investigam uma formação na Turquia que pode ter relação com a Arca de Noé e buscam novas evidências. Foto: Noah's Ark Scans

Uma equipe internacional de pesquisadores iniciou uma nova etapa de estudos na formação Durupınar, no leste da Turquia, estrutura geológica com cerca de 157 metros de comprimento e formato semelhante ao casco de uma embarcação. Localizado próximo ao Monte Ararat, o local há décadas é associado por alguns pesquisadores à possível localização da Arca de Noé. A investigação é liderada pelo professor Cenker Atila, da Universidade Cumhuriyet de Sivas, com participação de cerca de 20 cientistas e estudantes de cinco países.

A pesquisa inclui perfurações para retirada de amostras do subsolo, além de levantamentos com radar de penetração no solo, GPS e mapeamentos digitais em duas e três dimensões. Segundo os pesquisadores, as varreduras identificaram estruturas que podem corresponder a espaços vazios, como corredores ou compartimentos. As amostras serão analisadas em laboratório nos próximos meses para determinar a composição e a origem da formação.

Outra etapa prevista é o uso do robô Gopher, desenvolvido com tecnologia da Universidade La Trobe, na Austrália. O equipamento poderá explorar eventuais cavidades subterrâneas, registrar imagens e coletar amostras em áreas de difícil acesso. A equipe pretende reunir dados geológicos, arqueológicos e geofísicos para elaborar um modelo tridimensional da estrutura e avaliar as características encontradas.

Segundo o News.com.au e Noah’s Ark Scans, apesar da proximidade com o Monte Ararat, citado em Gênesis 8:4 como o local onde a arca repousou após o Dilúvio, não há comprovação científica de que a formação Durupınar seja a Arca de Noé. Estudos anteriores apontaram que a estrutura pode ter origem em processos geológicos naturais. Os pesquisadores afirmam que a atual investigação busca reunir novas evidências antes de qualquer conclusão, com estudos previstos para continuar em 2027.

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