Quinta-feira, 22 de outubro de 2026
Igreja Perseguida

Ataques a igrejas na Nigéria resultam em mais de 150 cristãos sequestrados

Mais de 160 cristãos são sequestrados em ataques a igrejas no noroeste da Nigéria; cenário de perseguição preocupa líderes globais.

Mais de 160 cristãos são sequestrados em ataques a igrejas no noroeste da Nigéria; cenário de perseguição preocupa líderes globais. Foto ilustrativa: Portas Abertas

Um novo episódio de violência religiosa abalou o noroeste da Nigéria no último domingo. Homens armados realizaram ataques simultâneos a três igrejas na comunidade de Kurmin Wali, região de Kajuru, resultando no sequestro em massa de fiéis durante os cultos.

Igrejas Alvo e Número de Vítimas

As ações criminosas atingiram simultaneamente a Igreja Evangélica Vencedora de Todos (ECWA), a denominação Querubins e Serafins e uma igreja católica. Embora os dados iniciais da polícia tenham sido conservadores, líderes locais e parlamentares apontam números mais alarmantes:

  • Desaparecidos: Segundo o reverendo John Hayab, 177 pessoas foram levadas inicialmente.
  • Retornos: Apenas 11 pessoas conseguiram retornar até o momento.
  • Cativeiro: Estima-se que pelo menos 168 pessoas continuem em poder dos sequestradores.

Até o fechamento desta notícia, nenhum grupo reivindicou formalmente a autoria dos ataques, e a polícia do estado de Kaduna não emitiu novos comunicados.

Violência e Perseguição

Segundo a Fox News e AP, a Nigéria enfrenta uma crise de segurança persistente, especialmente nas regiões norte e central. Gangues e milícias, muitas vezes ligadas à etnia fulani, atacam comunidades remotas onde a presença do governo é escassa. O objetivo costuma variar entre motivação religiosa e extorsão mediante resgate.

O cenário internacional tem demonstrado preocupação com a situação:

  • Pressão Externa: O governo dos Estados Unidos e diversos legisladores já classificaram esses episódios como perseguição direta a cristãos.
  • Resposta Militar: Recentemente, forças americanas realizaram operações em Sokoto contra grupos ligados ao Estado Islâmico.
  • Posição Oficial: O governo nigeriano, por sua vez, resiste em classificar a crise como um "genocídio cristão", tratando os casos como questões gerais de segurança pública.

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