Quinta-feira, 22 de outubro de 2026
Igreja Perseguida

Cristão no Irã é morto em protesto enquanto tentava recuperar corpo de amigo

Relatos denunciam a morte e repressão de mais um cristão no Irã durante protestos; famílias enfrentam extorsão e violência do regime.

Relatos denunciam a morte e repressão de mais um cristão no Irã durante protestos; famílias enfrentam extorsão e violência do regime. Foto: Article 18.

Novos relatos detalham a morte de cristãos iranianos durante a onda de protestos contra o regime islâmico. Organizações de apoio à igreja perseguida, como a Article 18, confirmaram a identidade de vítimas impedidas de receber socorro médico ou tiveram seus corpos entregues apenas mediante pagamento de resgate.

O Caso de Mohsen Rashidi

Mohsen Rashidi foi morto na província de Isfahan enquanto tentava realizar um ato de compaixão. Ao tentar resgatar o corpo de um amigo (Shahram Maghsoudlou), que havia sido alvejado por metralhadoras, Mohsen foi baleado pelas costas pelas forças de segurança.

  • Negligência Médica: Mesmo ferido e levado ao hospital por populares, agentes do regime impediram sua entrada no pronto-socorro. Ele morreu em decorrência de hemorragia severa.
  • Extorsão e Coação: A família relatou que as autoridades tentaram forçá-los a assinar um documento falso afirmando que Mohsen era um paramilitar morto por manifestantes. Diante da recusa, o corpo só foi liberado após o pagamento de 1 bilhão de tomans (cerca de 8 mil dólares).
  • Restrições Póstumas: A família foi proibida de realizar funerais ou colocar uma lápide no túmulo. Ele deixa esposa e três filhas.

O Caso de Ehsan Afshari-Manesh

Residente na Suécia, Ehsan estava no Irã para visitar os pais quando foi retido pelas autoridades para cumprir serviço militar obrigatório. Envolvido nos protestos, ele foi baleado no estômago.

  • Identificação Difícil: Após 11 dias desaparecido, seu corpo foi encontrado com o rosto "irreconhecível e despedaçado". A identificação só foi possível por meio de tatuagens em suas costas e ombros.
  • Luto Internacional: Uma cerimônia em sua memória foi realizada em Västerås, na Suécia, onde frequentava a igreja local.

O Massacre de Janeiro

Segundo o guiame, dados obtidos pelo portal Iran International e pela revista Time indicam um cenário de violência sem precedentes no início de janeiro:

"Estima-se que mais de 36 mil pessoas tenham sido mortas pelo regime aiatolá. Documentos confidenciais e relatos de profissionais de saúde apontam os dias 8 e 9 de janeiro como o massacre de civis mais sangrento da história recente do país."

A repressão teria sido coordenada pelo Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) e pela milícia Basij, com o auxílio de combatentes estrangeiros vindos do Iraque e da Síria.

Leia também

Comentários

Os comentários passam pela moderação da redação antes de aparecer. Seu e-mail não é publicado; veja a Política de Privacidade.

Newsletter do NT GospelO resumo das notícias do dia no seu e-mail. Grátis, e você cancela quando quiser.

Ao se inscrever, você concorda com a Política de Privacidade. Cancele quando quiser.