Quinta-feira, 22 de outubro de 2026
Igreja Perseguida

EUA criticam Reino Unido por cristãos orarem em silêncio em clínicas de aborto

EUA criticam o Reino Unido por perseguir cristãos que oram em silêncio em clínicas de aborto, violando liberdade religiosa e de expressão.

EUA criticam o Reino Unido por perseguir cristãos que oram em silêncio em clínicas de aborto, violando liberdade religiosa e de expressão. Foto: ADF Internacional

O Departamento de Estado dos Estados Unidos acusou o Reino Unido de perseguir cristãos que realizam orações silenciosas em zonas tampão de aborto, áreas próximas a clínicas onde manifestações, distribuição de materiais e orações são proibidas.

Em entrevista ao The Telegraph, autoridades norte-americanas criticaram a prisão de britânicos que supostamente violaram essas regras, destacando que a perseguição à oração silenciosa representa uma clara violação do direito à liberdade de expressão e religiosa. Segundo o Departamento, tais restrições afastam o Reino Unido dos valores compartilhados com os EUA.

Um dos casos mais conhecidos é o de Livia Tossici-Bolt, cientista biomédica aposentada de 64 anos, condenada à liberdade condicional e multada em 20 mil euros por segurar uma placa com os dizeres “Aqui para conversar, se quiser” perto de uma clínica na Inglaterra.

Em fevereiro, o vice-presidente americano J. D. Vance denunciou que moradores próximos a zonas tampão na Escócia receberam cartas alertando sobre a proibição de orações e atividades pró-vida, incluindo o oferecimento de ajuda a mulheres grávidas em crise.

O grupo de defesa de liberdade religiosa ADF International, que representa diversos cristãos acusados, elogiou a denúncia dos EUA. Lorcan Price, consultor jurídico da organização, afirmou que “a liberdade de expressão e a liberdade religiosa são pilares de qualquer sociedade livre” e reforçou a necessidade de revogar a legislação das zonas tampão.

Segundo o Christian Today, outro caso recente envolveu Rose Docherty, avó cristã de 75 anos, presa na Escócia por segurar um cartaz com os dizeres: “Coagir é crime. Aqui para conversar, só se você quiser”. Apesar da prisão, o Procurador Fiscal da Escócia decidiu não prosseguir com a acusação, encerrando o caso sem julgamento, o que gerou alívio entre grupos pró-vida e defensores da liberdade de expressão.

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