Quinta-feira, 22 de outubro de 2026
Igreja Perseguida

Ex-embaixador dos EUA diz que China exporta 'repressão religiosa' para países

China exporta tecnologia para regimes autoritários vigiarem grupos religiosos, denuncia ex-embaixador dos EUA.

China exporta tecnologia para regimes autoritários vigiarem grupos religiosos, denuncia ex-embaixador dos EUA. Foto: Reprodução/Wikimedia Commons/Gage Skidmore

A China está sendo acusada de "exportar repressão" ao fornecer tecnologias avançadas para regimes autoritários monitorarem e perseguirem comunidades religiosas. O alerta foi feito por autoridades durante uma audiência no Comitê de Relações Exteriores da Câmara dos EUA, realizada após a Cúpula Internacional sobre Liberdade Religiosa, em Washington.

Uma Nova Ameaça

O ex-embaixador Sam Brownback destacou que vivemos um momento sem precedentes. Segundo ele, formou-se uma "aliança obscura" de regimes totalitários que identificam a liberdade religiosa como a maior ameaça interna ao seu controle.

“Essa aliança de regimes comunistas e autoritários não vai parar por nada para controlar as pessoas de fé”, afirmou Brownback, enfatizando que a liberdade religiosa deve ser tratada agora como uma questão de segurança global, e não apenas um tema humanitário secundário.

Ferramenta de Controle

O relatório apresentado aponta que a China investe bilhões de dólares no desenvolvimento de sistemas de monitoramento e reconhecimento. Essas ferramentas não são usadas apenas em território chinês, mas exportadas para cerca de 80 países.

Pontos centrais da denúncia:

  • Exportação de Vigilância: Tecnologias de reconhecimento facial e monitoramento digital ajudam a manter ditaduras no poder.
  • Foco Estratégico: Países como a Nigéria têm buscado ou recebido apoio tecnológico e político de nações como China, Rússia, Turquia e Arábia Saudita.
  • Desafio ao Ocidente: O uso desses equipamentos visa enfraquecer a influência democrática dos Estados Unidos e de aliados ocidentais.

Uma "Hora Sombria" para a Liberdade

Segundo o Christian Daily, para Brownback, a promoção da liberdade religiosa é a ferramenta mais eficaz para confrontar o avanço do autoritarismo. Ele classificou o cenário atual como uma "hora sombria" e convocou as nações democráticas a se unirem contra o uso da tecnologia para a supressão da fé.

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