Quinta-feira, 22 de outubro de 2026
Igreja Perseguida

Ex-muçulmano aceita Jesus e vira evangelista no Oriente Médio

Ex-muçulmano, agora evangelista no Oriente Médio, relata boicote e perseguição familiar após abandonar o islamismo por Cristo.

Ex-muçulmano, agora evangelista no Oriente Médio, relata boicote e perseguição familiar após abandonar o islamismo por Cristo. Foto: Reprodução/Global Christian Relief

A trajetória de Abu Sami é um retrato das complexidades religiosas no Oriente Médio. Criado em uma família drusa e posteriormente forçado a se converter ao islamismo para preservar seu emprego no serviço público, o agora evangelista vive sob intensa pressão após decidir seguir a Jesus Cristo.

Da Obrigação à Investigação

Após anos praticando os ritos islâmicos por necessidade profissional — incluindo a peregrinação a Meca (Hajj) — a aposentadoria trouxe a Abu a oportunidade de questionar suas crenças. Ao comparar o Alcorão com a Bíblia e acompanhar pregações cristãs, ele e sua esposa entregaram a vida a Cristo, impactados pela mensagem da cruz.

"No Islã, a história era sobre violência, mas o Cristianismo mostrou como Deus nos ama e se importa conosco", afirmou Abu ao Global Christian Relief.

O Preço do Evangelismo

Diferente de muitos que optam pelo sigilo em regiões de risco, Abu Sami tornou-se um evangelista ativo. Essa postura gerou reações imediatas e severas:

  • Ruptura Familiar: Seus próprios irmãos e parentes próximos foram os primeiros a hostilizá-lo, tentando forçá-lo a negar a fé.
  • Boicote Econômico: Vizinhos e fornecedores boicotaram sua loja particular, inviabilizando seu sustento.
  • Exílio da Comunidade: Acusado por líderes locais de "corromper" outros membros, Abu foi forçado a abandonar seu negócio e o convívio familiar.

Firmeza Diante das Perdas

Apesar de ter perdido a posição social e a estabilidade financeira, Abu declara encontrar descanso nas palavras de Jesus em Mateus 11:28-29. Para ele, a perseguição é um selo de sua nova identidade.

O evangelista mantém uma postura de intercessão por seus perseguidores, expressando o desejo de que as comunidades que hoje o rejeitam possam conhecer a "verdade que liberta".

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