Quinta-feira, 22 de outubro de 2026
Igreja Perseguida

Mortes de cristãos na Nigéria sobe de 500 para mais de 2500 em um ano

Cristãos na Nigéria enfrentam uma escalada da perseguição, com milhares de mortos e famílias expulsas de suas comunidades, aponta relatório.

Cristãos na Nigéria enfrentam uma escalada da perseguição, com milhares de mortos e famílias expulsas de suas comunidades, aponta relatório. Foto representativa: Portas Abertas; ICC

O Índice Global de Perseguição de 2026, produzido pela International Christian Concern (ICC), revela o avanço da violência e da repressão contra cristãos em diferentes partes do mundo. Segundo Shawn Wright, presidente da organização, a Nigéria é o caso que mais chama atenção no levantamento. De acordo com ele, o número de cristãos mortos no país saltou de cerca de 500 ou 600 por ano, antes de 2024, para mais de 2.500 apenas no último ano. Wright afirma que a Nigéria representa quase 90% dos casos de perseguição monitorados pela organização.

Segundo o presidente da ICC, militantes fulani são responsáveis por mais de 40% dos ataques, enquanto outros grupos extremistas também contribuem para a violência. Comunidades inteiras têm sido expulsas de suas regiões, e muitas crianças acabam órfãs após perderem os pais nos ataques. Wright relatou ter visitado recentemente campos administrados pelo governo nigeriano e encontrado famílias que foram obrigadas a deixar suas casas. Para ele, por trás de cada número do relatório existe uma pessoa cuja vida foi profundamente afetada pela perseguição.

O levantamento também aponta cenários preocupantes em países como China e Índia, onde a perseguição ocorre de maneiras diferentes. Na China, o Partido Comunista Chinês utiliza mecanismos de controle estatal, vigilância eletrônica e pressão sobre igrejas para restringir a liberdade religiosa. Wright afirma que a tecnologia de monitoramento permite acompanhar de perto cristãos e outros grupos considerados dissidentes, além de ser utilizada por outros governos.

Na Índia, por sua vez, o nacionalismo hindu e as chamadas leis anticonversão são apontados como fatores de pressão contra os cristãos. Segundo Wright, essas legislações restringem a evangelização e dificultam que cristãos compartilhem sua fé. Diante desse cenário, o presidente da ICC destacou que o relatório deve servir como um chamado à Igreja global para demonstrar solidariedade aos cristãos perseguidos. Ele citou Hebreus 13:3 como um lembrete para que os cristãos se identifiquem com aqueles que sofrem por sua fé.

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