Quinta-feira, 22 de outubro de 2026
Igreja Perseguida

Policia invade culto na Holanda e prende evangelista: ''Isto é um escândalo''

Polícia interrompe culto na Holanda e prende evangelista após protestos de ativistas: ''Quando pregamos o Evangelho, o inimigo fica louco''.

Polícia interrompe culto na Holanda e prende evangelista após protestos de ativistas: ''Quando pregamos o Evangelho, o inimigo fica louco''. Foto: Reprodução/Instagram/Revive/Jean-Luc Trachsel ministries

O evangelista Tom de Wal, líder do Frontrunners Ministries, foi detido pela polícia holandesa na última sexta-feira (9) em Tilburg. A prisão ocorreu após oficiais invadirem um culto da campanha "Semana do Avivamento", sob ordens do prefeito local, que alegou falta de permissão para a realização de um "evento público".

Manifestações e Censura

O caso teve origem em Eindhoven, onde o evento seria realizado inicialmente em um hotel. No entanto, o local cancelou a reserva após pressão e protestos de ativistas LGBT, motivados por reportagens que acusavam De Wal de promover a chamada "cura gay".

  • Defesa do ministério: O diretor de operações do Frontrunners, Stephan van der Wouden, negou as acusações, afirmando que o evangelista nunca abordou o tema e a cobertura midiática foi imprecisa e inflamatória.
  • Mudança de local: Com o cancelamento em Eindhoven, o culto foi transferido para uma igreja em Tilburg, mas os manifestantes seguiram o grupo até a nova cidade.

Interrupção e Orações na Rua

Tom de Wal relatou que, ao chegar à igreja, encontrou diversas viaturas policiais. Mesmo sob ameaça de evacuação, ele decidiu prosseguir com a reunião, amparado pelo direito de liberdade religiosa.

  • A invasão: Durante o culto, a polícia entrou no templo e forçou a saída dos fiéis.
  • Prisão: Já do lado de fora, o evangelista começou a orar por pessoas que haviam viajado em busca de cura. Ao ser impedido pela polícia de continuar as orações em público, De Wal foi preso e levado para a delegacia, onde passou algumas horas.

Violação de direitos fundamentais?

A intervenção estatal gerou indignação e debates jurídicos na Holanda. Sophie van Bijsterveld, professora de Direito e Religião na Universidade Radboud, criticou a ação da prefeitura. Segundo ela, um culto é uma expressão de fé e não pode ser classificado meramente como "entretenimento" ou evento público sujeito a alvarás comuns.

“Isto é um escândalo. Quando pregamos o Evangelho, o inimigo fica louco. Mas não seremos intimidados. A perseguição está aumentando na Europa”, afirmou o evangelista Jean-Luc Trachsel.

Segundo o Revive e AD, mesmo após o incidente, Tom de Wal reafirmou seu compromisso em continuar pregando, declarando que não vai parar de anunciar a mensagem de Jesus Cristo.

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