Quinta-feira, 22 de outubro de 2026
Igreja Perseguida

Policiais armados invadem culto no RS e cristãos denunciam intolerância

Culto no RS é interrompido por policiais armados após denúncia de perturbação, gerando indignação entre cristãos.

Culto no RS é interrompido por policiais armados após denúncia de perturbação, gerando indignação entre cristãos. Foto: Reprodução/Facebook/Assembleianos de Valor

Policiais militares armados interromperam um culto evangélico na Igreja Ministério Fonte de Água Viva, em São José do Norte, no Rio Grande do Sul, no último domingo (5). A abordagem, registrada em vídeo e compartilhada nas redes sociais, gerou repercussão entre cristãos, que criticaram a atuação da Brigada Militar dentro do templo. Segundo informações do portal SB News, a polícia foi acionada após uma denúncia de perturbação do sossego feita por uma vizinha.

Nas imagens, é possível ver a denunciante recebendo os policiais na entrada da igreja, enquanto o pastor, de 70 anos, conduzia o culto com os fiéis. Uma cristã identificada como Vanessa, que gravou a ocorrência, questionou a abordagem e afirmou que a congregação estava dentro do horário permitido para realizar suas atividades religiosas. Em determinado momento, mesmo sem o uso de microfone, o pastor teve a pregação interrompida por um dos policiais, que pediu para que ele o acompanhasse até o lado de fora.

Durante a abordagem, o pastor afirmou que aquela já seria a quarta denúncia feita contra a igreja por causa dos cultos. Fiéis presentes no local defenderam que a congregação respeitava os limites legais e alegaram tratamento desigual em relação a outras atividades na região. A Lei do Silêncio estabelece regras para emissão de ruídos, especialmente em áreas residenciais, mas os critérios de fiscalização variam conforme a legislação municipal, considerando fatores como horário, intensidade do som e impacto sobre os moradores.

Ao final da ocorrência, o pastor precisou assinar um documento, conforme os procedimentos adotados pelas autoridades. Até o momento, não há informações sobre aplicação de sanções ou outras medidas administrativas contra a igreja. Com a repercussão do vídeo, muitos internautas classificaram a ação como possível perseguição religiosa e manifestaram apoio ao pastor e à congregação.

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