Quinta-feira, 22 de outubro de 2026
Igreja Perseguida

Relatório na Europa revela crimes de ódio contra cristãos sendo ignorados

Um novo relatório alerta que os crimes de ódio e a perseguição contra cristãos e igrejas em toda a Europa estão sendo ignorados.

Um novo relatório alerta que os crimes de ódio e a perseguição contra cristãos e igrejas em toda a Europa estão sendo ignorados. Foto: OSCE/Piotr Dziubak

Um novo relatório de 125 páginas, divulgado na Conferência da Dimensão Humana de Varsóvia no início de outubro, alerta que os crimes de ódio e a perseguição contra cristãos e igrejas em toda a Europa estão sendo negligenciados e subnotificados.

O documento, elaborado pelo Escritório de Instituições Democráticas e Direitos Humanos (ODIHR) e pela Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), registrou diversos casos de violência anticristã, que incluem vandalismo, pichações, ataques violentos, ameaças, discriminação e até assassinatos. O relatório observa que várias igrejas tiveram que aumentar a segurança devido à escalada das ameaças.

Narrativas Extremistas

Especialistas apontam que um fator que contribui para os ataques é a tensão com outras religiões, como o islamismo. O relatório explica que a violência pode surgir da percepção do cristianismo como uma fé rival ou inferior, muitas vezes enquadrada em "narrativas extremistas violentas". O documento cita que algumas retóricas extremistas retratam os cristãos como "infiéis" e "inimigos do Islã" que devem ser subjugados.

Risco Elevado

O grupo mais vulnerável a esses crimes de ódio são os ex-muçulmanos que se converteram ao cristianismo. O relatório citou um caso trágico de 2023 na Grã-Bretanha, onde um cristão convertido foi esfaqueado por um colega de casa muçulmano que gritava "Allahu Akbar" após descobrir a conversão. As mulheres cristãs convertidas do Islã correm um risco "especialmente" alto de sofrer violência física e ameaças por parte de suas próprias famílias.

Negligência Pública e Política

Segundo o Christian Today, o relatório também denuncia que os crimes de ódio anticristãos são frequentemente "minimizados, subnotificados ou politicamente negligenciados" pelas autoridades e pela sociedade europeia.

“O discurso e as narrativas políticas ajudaram a perpetuar preconceitos e estereótipos anticristãos na esfera pública”, afirma o documento, defendendo que todos têm um papel na promoção de respeito mútuo.

Para combater o problema, as organizações pedem maior conscientização e a criação de leis que protejam a comunidade cristã. As recomendações incluem:

  • Adoção de medidas de segurança durante festivais cristãos como o Natal.
  • Promoção de uma "compreensão clara e precisa" do preconceito anticristão contemporâneo.
  • Recomendação para que a imprensa "transmita informações imparciais e precisas", evitando perpetuar preconceitos.

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