Quinta-feira, 22 de outubro de 2026
Igreja Perseguida

Testemunho de refugiada norte-coreana que enfrentou fome, prisão e perseguição

Refugiada norte-coreana, conta seu testemunho de fé, sobrevivência à perseguição e compromisso com Jesus após escapar do regime opressor.

Refugiada norte-coreana, conta seu testemunho de fé, sobrevivência à perseguição e compromisso com Jesus após escapar do regime opressor. Foto: Reprodução/CBN News

Son é uma das milhares de pessoas que fugiram da Coreia do Norte nos últimos 20 anos. Ex-oficial das forças armadas norte-coreanas, ela enfrentou desafios intensos antes de encontrar Jesus.

Sobrevivência Durante a Fome

Durante a grande fome na Coreia do Norte em 1998, Son servia no exército, inicialmente como zeladora de suprimentos e, posteriormente, como locutora do “Juche”, meio de propaganda estatal. “Meu pai era o governador da província e subornou um oficial militar com um porco para que eu pudesse entrar no exército, pois era uma maneira de conseguirmos suprimentos e não morrermos de fome”, relatou Son à CBN News. A situação agravou-se quando seu pai perdeu as eleições, adoeceu e faleceu, e seu irmão foi preso, morrendo de fome na prisão.

Fuga para a China

Para sobreviver, Son e sua mãe fugiram para a China, nadando pelo rio Tuman durante dois dias. “Na China, encontramos uma igreja cristã que nos ajudou”, disse Son. Porém, meses depois, elas enfrentaram a perseguição da polícia chinesa e foram separadas. Son foi protegida e guiada por Deus enquanto se escondia, mas sua mãe foi capturada e enviada de volta para a Coreia do Norte, onde morreu na prisão por não negar sua fé cristã.

Prisão e Libertação

Após retornar à China e casar-se com um cristão, Son foi novamente capturada. Com a ajuda de seu marido, que lhe deu dinheiro para escapar, ela conseguiu sobreviver mesmo antes de ser enviada de volta à Coreia do Norte. “Coloquei todo o dinheiro e notas de papel em sacos plásticos e engoli para que os soldados não os vissem”, contou ela.

Son passou 400 dias em uma prisão norte-coreana sob condições desumanas. “O guarda era meu amigo e me deu arroz. Também tive que comer insetos para sobreviver. Depois de 400 dias, fui liberta. Estava desnutrida e mal conseguia andar”, relatou Son. Seu marido, usando sua cidadania chinesa, conseguiu levá-la para a Coreia do Sul.

Crescimento na Fé

Na Coreia do Sul, Son se juntou à Igreja Seopyoung, onde cresceu em sua fé cristã. “Reconheci como Deus me salvou cada vez que fui presa”, disse ela. A Igreja Seopyoung, composta majoritariamente por norte-coreanos, trabalha para compartilhar o Evangelho na Coreia do Norte e sonha com a reunificação das Coreias através da fé.

Impacto e Esperança

O pastor Chun Myeong Guen da Igreja Seopyoung destacou a importância da fé na reunificação das Coreias: “Somente a fé pode nos reunir muito rapidamente”. Ele mencionou que muitos cristãos na Coreia do Sul oram pela união das nações e acreditam que isso acontecerá em breve.

Segundo o guiame, com seu testemunho, Son pretende contribuir para esse objetivo: "Quero agradecer à minha mãe e ser como ela. Ela deu a vida pela sua fé cristã. Também estou dedicando a minha vida para servir a Jesus Cristo, espalhar o Evangelho e adorá-lo até morrer".

A Coreia do Norte ficou em 1º lugar na Lista Mundial da Perseguição da Missão Portas Abertas de 2024 dos lugares mais difíceis para ser cristão.

Redação

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