Quinta-feira, 22 de outubro de 2026
Igreja Perseguida

Violência sexual e casamentos forçados a cristãos aumenta disparadamente

Relatório da Portas Abertas revela aumento de violência sexual e casamentos forçados contra cristãos, com foco em mulheres e meninas.

Relatório da Portas Abertas revela aumento de violência sexual e casamentos forçados contra cristãos, com foco em mulheres e meninas. Foto: Portas Abertas.

A perseguição contra cristãos tem escalado, com um aumento significativo de violência sexual e casamentos forçados, conforme a Lista Mundial da Perseguição 2025 da Missão Portas Abertas. A maioria das vítimas são mulheres e meninas na África.

Em 2024, 3.123 cristãos foram vítimas de violência sexual devido à sua fé, um aumento considerável em relação aos 2.622 casos registrados em 2023. Os casamentos forçados também cresceram, com 821 casos em 2024, um aumento de 35% em relação ao ano anterior.

Cenário global da violência

A Nigéria lidera as estatísticas, com a estimativa de que pelo menos 1.000 cristãs foram vítimas de violência sexual. A Síria vem em seguida, com 500 casos. Outros países como Burkina Faso, Chifre da África, República Democrática do Congo, Etiópia e Paquistão também registraram cerca de 100 vítimas cada.

Em relação aos casamentos forçados, a República Centro-Africana, a República Democrática do Congo e o Paquistão são os países com o maior número de ocorrências, totalizando aproximadamente 300 casos.

O drama de Rifkatu

A história de Rifkatu, esposa de um pastor nigeriano, ilustra o terror vivido por muitas dessas vítimas. Sequestrada e estuprada por extremistas islâmicos, mesmo grávida, ela foi desumanizada pelos agressores que a chamavam de "colchão".

"Não podíamos nos mover, ou sequer nos virar. Chegou ao ponto em que mordi a minha própria língua e comecei a sangrar muito", relatou Rifkatu à Missão Portas Abertas.

Após ser liberta, Rifkatu buscou apoio em um centro da Portas Abertas para tratar os traumas. Seu marido, o Pastor Zamai, expressou o alívio de tê-la de volta, mas destacou o objetivo dos agressores: "Eles querem as nossas esposas para eles... O objetivo é colocar medo na comunidade, nos perseguir... para que nós neguemos a Jesus."

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