Quinta-feira, 22 de outubro de 2026
Internacional

Assembleia Geral da ONU discute posição em relação ao conflito no Oriente Médio

Assembleia Geral da ONU discute posição em relação ao conflito no Oriente Médio

Assembleia Geral da ONU discute conflito entre Israel e Hamas

A Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU) se reuniu nesta quinta-feira (26) para discutir o conflito entre Israel e o grupo islâmico Hamas, que controla a região da Faixa de Gaza. A reunião tem como objetivo avaliar uma resolução que pede um "cessar-fogo imediato" em Gaza. Representantes de 193 países participam desse encontro que deve continuar até sexta-feira (27).

Reunião de emergência convocada para buscar acordo de cessar-fogo

Diante dos impasses no Conselho de Segurança da ONU, países que apoiam o fim da guerra no Oriente Médio convocaram uma reunião de emergência da Assembleia Geral. O objetivo é buscar um acordo de cessar-fogo entre Israel e o Hamas.

No Conselho de Segurança, países como Estados Unidos e Rússia têm o poder de veto sobre as resoluções. Já na Assembleia Geral, basta o voto da maioria dos países para aprovar um texto.

Palestina pede cessar-fogo imediato

Durante a reunião, Riyad Mansour, observador permanente da Palestina junto às Nações Unidas, fez um apelo emocionado pelo cessar-fogo imediato. Ele questionou o tratamento diferenciado dado às vítimas israelenses e palestinas, destacando a morte de mais de 7 mil palestinos desde o início do conflito.

Mansour indagou sobre os motivos de tanta dor ser sentida pelas mortes de israelenses e tão pouca dor pelas mortes de palestinos. Ele questionou se o problema seria a religião, a cor de pele, a nacionalidade ou a origem.

O discurso de Mansour foi interrompido diversas vezes por aplausos.

Representante de Israel reforça objetivo de erradicar o Hamas

Por outro lado, o representante de Israel, Gilad Erlan, se manifestou de forma contrária a uma resolução de cessar-fogo. Ele comparou o Hamas, responsável por ataques que resultaram na morte de 1.400 israelenses, a um câncer.

Erlan deixou claro que a missão de Israel é erradicar o Hamas e suas capacidades. Ele afirmou que usarão todo o tempo necessário para alcançar esse objetivo, pois acredita que a única solução para combater esse "câncer" é a extirpação de cada célula.

Durante o discurso, a audiência permaneceu em silêncio.

Ministro do Irã ameaça os Estados Unidos

O ministro das relações exteriores do Irã, Hossein Amir-Abollahian, também se pronunciou nessa quinta-feira. Ele ameaçou os Estados Unidos, principal aliado de Israel, afirmando que o país não será poupado caso o genocídio em Gaza continue.

Amir-Abollahian deixou claro que não consideram bem-vinda a expansão da guerra na região, mas alertou que os Estados Unidos não serão poupados se o genocídio em Gaza persistir. Ele ressaltou que o Oriente Médio é a região do Irã.

Na reunião do Conselho de Segurança, o representante dos Estados Unidos, Antony Blinken, já havia ameaçado o Irã a não se envolver no conflito.

Resolução da Assembleia Geral e o possível isolamento de Israel

Caso a resolução seja aprovada pela Assembleia Geral, é importante destacar que Israel não é obrigado a seguir a recomendação da ONU. No entanto, a votação pode evidenciar o isolamento do país na guerra.

Essa reunião na ONU representa uma tentativa de buscar uma solução pacífica para o conflito entre Israel e o Hamas, mas os resultados finais ainda são incertos.



*Com informações da Agência Brasil

Redação

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