A população de Cuba enfrenta uma grave crise econômica e aumento da fome, segundo relato de líderes cristãos ao Christianity Today. O diretor da Trans World Radio no país, Moisés Pérez Padrón, afirmou que nunca presenciou uma situação tão crítica, com falta de alimentos, longos apagões e pessoas procurando comida no lixo.
A escassez de combustível também agravou a crise, após sanções impostas pelos Estados Unidos que restringem o envio de petróleo ao país. Além disso, o furacão Melissa causou destruição em larga escala, deixando mais de 735 mil pessoas desalojadas.
Mobilização de Cristãos
Diante desse cenário, igrejas e organizações cristãs têm se mobilizado para ajudar a população. A missão americana Mennonite Central Committee enviou contêineres com alimentos, kits de emergência, produtos de higiene e materiais escolares para apoiar famílias necessitadas.
Com a falta e o alto preço do combustível, muitas igrejas precisaram usar carroças puxadas por cavalos para distribuir os suprimentos. Líderes cristãos afirmam que as igrejas têm se tornado espaços essenciais de apoio social e espiritual para a população.
Apesar de cerca de 85% dos cubanos se identificarem como cristãos, o país ainda impõe restrições religiosas. Embora cultos sejam permitidos, novas igrejas não podem ser construídas. Por isso, milhares de fiéis se reúnem em igrejas domésticas, que continuam crescendo mesmo sob vigilância do governo.
Segundo a Missão Portas Abertas, Cuba ocupa a 24ª posição na Lista Mundial da Perseguição 2026, que aponta os países onde cristãos enfrentam maior pressão por causa da fé.




