Mesmo em meio à guerra e à instabilidade em Israel, cristãos continuam anunciando o Evangelho, inclusive às vésperas da Páscoa judaica. Diante do cenário de ataques constantes, igrejas têm adaptado suas atividades para garantir a segurança dos fiéis.
O pastor Avi Mizrachi, fundador da Congregação Adonai Roi e do ministério Dugit, explicou que os cerca de 100 membros da igreja devem celebrar a data em casa, já que reuniões públicas estão restritas. O governo limita encontros a no máximo 50 pessoas e exige a presença de abrigos antibombas próximos, o que tem levado à realização de cultos e reuniões de oração de forma online.
Alertas Constantes
Segundo o líder, a rotina tem sido marcada por alertas constantes de ataques com foguetes e mísseis, o que torna qualquer planejamento incerto. Ainda assim, ele destacou que os cristãos seguem lembrando a história bíblica do êxodo e reafirmando a fé em Deus durante esse período.
Apesar das dificuldades, ministérios locais continuam atuando com evangelismo e ajuda humanitária, distribuindo alimentos e Bíblias. De acordo com Mizrachi, o contexto de guerra tem levado mais pessoas a se mostrarem abertas a ouvir sobre Jesus, enquanto líderes cristãos de diferentes denominações têm se unido em oração e cooperação.
Dados recentes apontam que, desde o fim de fevereiro, milhares de sirenes de alerta foram acionadas no país. Embora grande parte dos mísseis seja interceptada, alguns atingem áreas residenciais e causam danos, deixando mortos, feridos e milhares de desabrigados. Ataques vindos do Líbano, realizados pelo grupo Hezbollah, também intensificam a crise.
Segundo o Baptist Press, diante desse cenário, escolas chegaram a suspender aulas presenciais em diversas regiões, e a população segue buscando abrigo com frequência. Para os cristãos no país, a realidade tem sido de constante vigilância, adaptação e oração em meio ao conflito.




