A persistência de um casal de missionários no Sudeste Asiático frutificou após anos de resistência e silêncio espiritual. Edward e Terri Janklow, vinculados ao Conselho de Missões Internacionais (IMB), celebraram as primeiras decisões por Cristo em uma comunidade onde o nome de Jesus era, até pouco tempo, totalmente desconhecido.
O despertar de Mya
A trajetória de fé na aldeia começou com Mya. Quando os Janklow chegaram à região, ela tinha apenas 12 anos. Naquela época, a barreira cultural era tão profunda que os moradores locais sequer compreendiam quem era Jesus; alguns chegavam a pensar que se tratava do nome de uma comunidade vizinha.
Embora Mya demonstrasse curiosidade e ajudasse os missionários com traduções, ela permaneceu firme no budismo por anos. Um episódio curioso marcou o início de sua abertura espiritual: uma oração simples por uma calça jeans, que ela viu ser respondida prontamente. No entanto, a conversão real só aconteceu cinco anos depois, quando, ao estudar em uma escola bíblica para aprender inglês, ela compreendeu a mensagem do Evangelho.
A barreira dos 18 anos
Se a conversão de Mya levou cinco anos, a de seu pai, o Sr. Lin, exigiu quase duas décadas de paciência. Homem respeitado na aldeia, ele acompanhou o trabalho dos missionários por 18 anos, sempre respondendo com um vago “talvez um dia”.
A mudança foi gradual:
- Deixou de fazer sacrifícios a Buda.
- Abandonou vícios.
- Passou a ouvir hinos cristãos.
O Sr. Lin finalmente se rendeu a Jesus e foi batizado sob o testemunho de uma equipe missionária dos EUA que orava por ele há anos. Edward Janklow comparou o tempo de espera ao crescimento de um filho: “Criar um filho até a idade adulta e ver o Sr. Lin crer em Deus levou o mesmo tempo”.
Frutos da persistência
Hoje, Mya e seu pai não são apenas os primeiros convertidos, mas também evangelistas entre o seu próprio povo. O cenário de resistência deu lugar a uma frente de trabalho local.
Os Janklow refletem sobre a importância de não terem abandonado o campo nos momentos de maior desânimo, especialmente quando enfrentaram dificuldades de acesso e perseguição contra os novos crentes.
“O que teria acontecido se tivéssemos desistido após quatro ou quinze anos? Não desistimos, e valeu a pena”, declarou o casal.




