O que parecia ser um sopro de esperança para a região nordeste da Síria tornou-se um cenário de incerteza. Após um cessar-fogo de quatro dias entre o governo sírio e as Forças Democráticas Sírias (SDF), iniciado em 18 de janeiro, o fim do prazo trouxe o retorno de confrontos e o temor de uma nova crise humanitária.
Acordo e Risco
O pacto previa a integração de combatentes curdos ao exército nacional e o reconhecimento de direitos culturais. No entanto, divergências na implementação geraram versões conflitantes entre as partes. A situação é agravada por:
- Instabilidade em Prisões: Confrontos perto de centros que abrigam militantes do Estado Islâmico (EI) geram medo de fugas em massa.
- Insegurança em Al-Hol: A retirada de forças de segurança do campo de detenção de al-Hol, que abriga familiares de extremistas, aumentou o pânico entre civis em cidades como al-Hasakah e Qamishli.
Impacto aos Cristãos
Os cristãos sírios, que já enfrentam uma das perseguições mais severas do mundo — com a Síria ocupando o 6º lugar na Lista Mundial da Perseguição 2026 —, estão em alerta máximo.
“Esperamos que o acordo seja mantido, apesar de sua fragilidade. Pedimos contínuas orações pela paz na região”, afirma um líder cristão local.
Com escolas fechadas e toques de recolher impostos pela segurança, as igrejas têm se preparado para o pior, enquanto os fiéis evitam sair de casa. O avanço do governo para retomar áreas autônomas desde 2014 coloca as minorias religiosas em uma posição de extrema fragilidade política e física.
Como Ajudar e Orar
A organização Portas Abertas reforça o convite à oração e à participação no DIP (Domingo da Igreja Perseguida) 2026. Os principais pedidos de intercessão são:
- Pela estabilidade entre o governo e as forças curdas.
- Pela proteção contra ataques de militantes do EI.
- Pela paz e segurança das famílias cristãs que permanecem no território.




