O caso de Maria Shahbaz, uma menina cristã sequestrada e forçada a se converter ao Islã, tomou um rumo trágico. O Tribunal Constitucional Federal (FCC) decidiu entregar oficialmente a custódia da menor a Shehryar Ahmad (30 anos), o homem que a raptou em Lahore.
Decisão Judicial
Apesar dos esforços da família e de ativistas, o tribunal tomou decisões controversas que ignoraram evidências técnicas e documentais:
- Idade da Vítima: O tribunal desconsiderou o B-Form (documento oficial de nascimento) que comprova que Maria é menor de idade. O juiz alegou que a menina “parecia ser mais velha” e questionou por que o registro no banco de dados nacional (NADRA) só foi feito anos após o nascimento.
- Fraude Documental: Uma investigação policial confirmou que a certidão de casamento apresentada pelo agressor era falsificada, informação ratificada pelo conselho sindical local. Mesmo assim, o tribunal validou a união.
- Depoimento sob Coação: O tribunal aceitou a declaração de Maria afirmando ter se convertido e casado por vontade própria. Ativistas denunciam que o testemunho foi obtido sob forte pressão psicológica e meses de isolamento em poder do sequestrador.
Denúncias e Inércia
O ativista Safdar Chaudhry, que presta assistência jurídica ao pai de Maria, Shahbaz Masih, denunciou uma possível colaboração entre as autoridades e o agressor:
- O acusado comparecia às audiências sem medo de prisão, apesar das novas acusações criminais.
- A polícia foi criticada por não tentar prender Ahmad, mesmo após a constatação de sequestro e falsificação de documentos.
“Se os tribunais superiores se recusarem a reconhecer as certidões de nascimento oficiais, haverá pouca esperança de proteger meninas menores de idade”, alertou Chaudhry.
O Padrão de Perseguição
O caso de Maria não é isolado. Defensores dos direitos humanos apontam um padrão sistêmico no país:
- Sequestro de meninas de minorias (especialmente cristãs e hindus).
- Conversão forçada e “casamento” com o agressor.
- Coação para que a vítima declare consentimento perante um juiz.
- Chancelamento Judicial, onde o sistema valida o crime sob o pretexto religioso.
O Paquistão ocupa atualmente o 8º lugar na Lista Mundial da Perseguição 2026, refletindo o ambiente hostil para a comunidade cristã, que representa uma pequena fração da população majoritariamente muçulmana.
Próximos Passos
Segundo a Morning Star News, a equipe jurídica da família Masih planeja entrar com um pedido de revisão da sentença e buscar fóruns internacionais para denunciar as falhas sistêmicas que permitem a exploração de menores sob o pretexto de religião.




