A Sinagoga Beth Israel, em Jackson, Mississippi (EUA), foi severamente danificada por um incêndio criminoso numa madrugada recentemente. O suspeito, Stephen Spencer Pittman, de 19 anos, foi detido após confessar o ato ao próprio pai e às autoridades, referindo-se ao local de culto como “satânico”.
Detalhes do Ataque
Conforme o FBI e o Departamento de Justiça, o ataque foi deliberado e violento:
- O crime: Pittman teria utilizado um machado para quebrar as janelas do templo, espalhado gasolina e ateado fogo ao prédio.
- Autoferimento: Durante a ação, o suspeito acabou incendiando o próprio corpo, sofrendo queimaduras nas mãos, rosto e tornozelos.
- Provas: Uma lanterna e um celular foram deixados no local. O FBI confirmou a autoria por meio de dados de GPS e mensagens de texto trocadas entre o jovem e o pai.
“Finalmente os peguei”
Relatos apontam que o suspeito agiu com desdém e crueldade. Antes do crime, ele ignorou apelos do pai para voltar para casa, afirmando que “daria um show”. Ao retornar, teria relatado o incêndio rindo, dizendo que finalmente havia “pegado” os judeus. O próprio pai de Pittman comunicou a confissão às autoridades.
Impacto e Resiliência
A sinagoga, que tem 160 anos de história, ficou inoperante por tempo indeterminado.
- Danos às Torás: Duas Torás (rolos sagrados) foram destruídas no incêndio. Felizmente, uma Torá que sobreviveu ao Holocausto, protegida por vidro, saiu ilesa. Outras cinco está em avaliação.
- Histórico de luta: Esta mesma sinagoga foi alvo da Ku Klux Klan em 1967, devido ao seu apoio aos direitos civis.
- Solidariedade: Os cultos do Shabat devem ser realizados em igrejas locais que ofereceram apoio à congregação.
“Isso não foi vandalismo aleatório – foi um ataque deliberado e direcionado à comunidade judaica”, afirmou Jonathan Greenblatt, CEO da Liga Anti difamação.
Reações Oficiais
Segundo o Jerusalem Post e Mississippi Today, o prefeito de Jackson, John Horhn, declarou que o caso está sendo tratado como um ato de terrorismo. O FBI e a Força-Tarefa Conjunta contra o Terrorismo lideram as investigações. Líderes da comunidade judaica, apesar da devastação, reafirmaram sua resiliência e o compromisso de reconstruir o templo.




