Mesmo diante de forte perseguição religiosa, o cristianismo continua se expandindo no Irã, onde abandonar o islamismo pode ser considerado crime grave e, em alguns casos, punido com a morte. Em entrevista à Fox News, líderes cristãos relataram que a fé em Jesus tem crescido no país, mesmo em meio às tensões políticas e ao atual cenário de conflito envolvendo a coalizão entre Estados Unidos e Israel.
A presidente da organização Transform Iran, Lana Silk, contou que enfrentou perseguição desde a infância. Ela relembrou que, aos oito anos, costumava compartilhar o Evangelho da varanda de casa, até que sua mãe a alertou sobre os riscos dessa atitude no país. Lana também relatou que, nas escolas, estudantes eram obrigados a repetir slogans políticos como “morte à América” e “morte a Israel”, algo que já a incomodava desde muito pequena.
Outro episódio marcante em sua vida foi o assassinato de seu pastor por causa da fé cristã. A notícia chegou justamente no dia em que Lana seria batizada. Segundo ela, a situação reforçou sua convicção de que seguir a Cristo exigiria coragem e dedicação total.
Na mesma entrevista, o pastor iraniano Hormoz Shariat, fundador do ministério Iran Alive Ministries, destacou que a igreja clandestina no país tem demonstrado grande coragem. De acordo com ele, muitos convertidos são ex-muçulmanos que passaram por profundas transformações espirituais e permanecem firmes na fé, mesmo diante do risco de prisão ou morte.
Estimativas citadas pelos líderes indicam que pode haver até um milhão de cristãos vivendo de forma clandestina no Irã. Muitos se reúnem em igrejas domésticas para evitar a repressão do regime. Para Shariat, apesar da perseguição, o Evangelho continua alcançando pessoas e trazendo esperança, o que pode transformar o futuro espiritual da nação.




