Uma missão de fé terminou em tragédia no estado de Plateau, na Nigéria. O reverendo Bulus Madaki, sua filha e seu genro foram brutalmente assassinados por extremistas Fulani no último dia 16 de janeiro. O ataque ocorreu na rodovia Jos–Barkin Ladi, enquanto a família se deslocava para iniciar um novo trabalho missionário em uma vila da região.
Milagre em Meio ao Horror
Entre as vítimas estava a neta do pastor, uma bebê de apenas três meses. A criança foi atingida na cabeça por um golpe de facão e chegou a ser dada como morta no local. Surpreendentemente, ela sobreviveu aos ferimentos, embora agora enfrente a realidade de ter perdido os pais e o avô em um único episódio de violência.
O Custo do Evangelho
A Sociedade Missionária Evangélica (EMS), ligada à igreja ECWA, lamentou as perdas, mas reiterou o compromisso com a evangelização, mesmo diante do perigo extremo.
“Na Nigéria, o Evangelho é frequentemente pregado a custo de sangue e lágrimas. Eles nunca chegaram ao destino, mas seu sacrifício é um testemunho de fé”, declararam líderes da organização.
Resiliência e Perdão
Segundo a Morning Star News, apesar da brutalidade do ataque, a comunidade cristã local manifestou uma postura de resiliência espiritual. Membros da igreja afirmaram que a perseguição não irá interromper as missões. Pelo contrário, as lideranças pediram orações inclusive pelos próprios agressores:
- Fé inabalável: “Nada nos separará do amor de Cristo”, declarou Ayoola Abejide, membro da denominação.
- Esperança de conversão: Cletus Ali afirmou que a igreja reza para que os terroristas encontrem a salvação.
- Justiça e Consolo: A comunidade clama por intervenção divina e justiça diante do cenário de insegurança.
Contexto
A violência contra cristãos na Nigéria é um problema sistêmico e crescente. Conforme a Lista Mundial de Vigilância 2026 da Portas Abertas, o país ocupa a 7ª posição entre as nações onde os cristãos são mais perseguidos em todo o mundo, refletindo a gravidade da crise humanitária e religiosa no território.




