O estado de Oaxaca, no México, registra um novo caso extremo de intolerância religiosa. O pastor Mariano Velásquez Martínez foi detido por mais de 48 horas, humilhado publicamente e expulso de sua comunidade em Santiago Malacatepec após se recusar a ajoelhar-se diante de uma imagem durante a festa de São Tiago Apóstolo.
Detalhes do Abuso
O pastor, que exerce seu ministério desde 2015, enfrentou uma série de violações:
- Coerção: Foi obrigado pelas autoridades locais a assumir a responsabilidade pela festa católica, apesar de sua fé evangélica.
- Prisão e Maus-Tratos: Ao citar suas convicções cristãs para não rezar diante da imagem, foi preso e levado à assembleia comunitária com as mãos atadas.
- Expulsão Forçada: O pastor, sua esposa e a filha de apenas três meses foram banidos da cidade. Segundo o advogado Porfirio Flores Zúñiga, Mariano foi forçado a assinar documentos em branco para simular uma saída voluntária.
Implicações Legais
Diferente de casos anteriores, este ocorre sob a nova Lei de Deslocamento Forçado Interno, aprovada em setembro de 2025 no estado de Oaxaca.
- Penas Severas: Os responsáveis pela expulsão — incluindo autoridades municipais — podem enfrentar de 10 a 18 anos de prisão.
- Agravantes: A pena pode aumentar por envolver violência, assédio contra menores (a filha bebê) e ser cometida por funcionários públicos.
“A liberdade de culto não é uma concessão de autoridades comunitárias, mas um direito humano inalienável”, declarou o advogado Flores, criticando a omissão do Estado mexicano.
Histórico de Intolerância
Segundo o Evangelico Digital, o município de San Juan Mazatlán Mixe é reincidente; em 2023, seis famílias já haviam sido expulsas por motivos religiosos. A defesa agora exige que a Procuradoria-Geral de Oaxaca aplique a nova lei para frear a perseguição sistemática na região.




