O início de 2026 tem sido marcado por uma escalada de violência contra a comunidade cristã no Iêmen. Segundo dados da organização Portas Abertas, apenas em janeiro, rebeldes houthis prenderam mais de 50 cristãos e sequestraram outros 43, levando-os para locais desconhecidos.
Detalhes da Crise
Os relatos indicam um cenário de extrema gravidade:
- Interrogatórios e Tortura: Os detidos são levados das ruas para centros secretos, onde sofrem pressões físicas e psicológicas para revelar nomes de outros cristãos.
- Clima de Terror: A perseguição gerou um êxodo na região, com famílias fugindo por medo de serem os próximos alvos.
- Contato Limitado: Após dias de silêncio, algumas famílias receberam ligações de prisioneiros pedindo suprimentos básicos, como roupas e alimentos.
Motivações Ideológicas
Daniel Hodge, especialista em Iêmen da Portas Abertas, destaca que este é o período mais sombrio para a igreja local em 30 anos. As suspeitas para o aumento da repressão incluem:
- Afirmação de Poder: Uma tentativa dos houthis (apoiados pelo Irã) de consolidar controle após instabilidades internas.
- Intolerância Religiosa: A aplicação rígida de leis contra a “apostasia”, punindo com morte aqueles que deixam o Islã para seguir a Cristo.
- Limpeza Ideológica: O desejo de eliminar qualquer pensamento que divirja da ideologia do grupo rebelde.
“A oração é tudo o que podemos fazer neste momento. Ore pelas famílias, pelos que estão presos e para que Deus levante novos líderes”, apelou Hodge.
Contexto de Perseguição
Segundo a Premier, atualmente, o Iêmen ocupa o 3º lugar na Lista Mundial da Perseguição. A Portas Abertas continua atuando de forma clandestina, fornecendo ajuda humanitária, assistência médica e treinamento para as lideranças que permanecem no país.




