Após semanas de incerteza, todos os 183 cristãos sequestrados em ataques coordenados a três igrejas no estado de Kaduna, na Nigéria, foram libertos. O anúncio foi feito pelo governador Uba Sani na última quinta-feira (5).
Detalhes da Libertação
Embora o governo não tenha divulgado pormenores sobre a operação de resgate, a ação encerra um episódio crítico que começou em janeiro, quando homens armados invadiram simultaneamente:
- A Igreja Evangélica Vencedora de Todos (ECWA);
- A Igreja Querubins e Serafins;
- Uma paróquia católica.
Especialistas indicam que, embora o governo evite confirmar publicamente, o pagamento de resgates é uma prática comum para garantir a vida dos reféns em situações de sequestros em massa.
Violência na Nigéria
Os ataques são atribuídos a grupos extremistas e milícias armadas, como os pastores de etnia Fulani, que concentram suas operações nas regiões norte e central do país. O objetivo desses grupos costuma alternar entre a expulsão de comunidades cristãs e a extorsão financeira.
A gravidade da situação na Nigéria é refletida em dados estatísticos recentes:
| Categoria | Dado Estatístico (Relatório 2026) |
| Ranking de Perseguição | 5º país mais perigoso do mundo para cristãos |
| Letalidade | País mais letal para cristãos no planeta |
| Fatalidades | 3.490 nigerianos mortos pela fé (72% do total mundial) |
| Tendência | Aumento em relação aos 3.100 mortos no ano anterior |
Resposta Internacional
A crise de segurança na Nigéria tem atraído intervenções estrangeiras. Em dezembro de 2025, o exército dos Estados Unidos realizou operações militares no estado de Sokoto, focando em células ligadas ao Estado Islâmico que operam na fronteira com o Níger.
Segundo a Portas Abertas, mesmo com o resgate bem-sucedido em Kaduna, a Nigéria permanece sob alerta máximo devido à atuação de grupos radicais que transformaram o sequestro em uma indústria lucrativa e uma arma de terror religioso.




