A grave crise econômica e energética em Cuba tem provocado uma onda de protestos nas últimas semanas. De acordo com a Missão Portas Abertas Brasil, as manifestações já duram mais de três semanas, com destaque para o “panelaço” realizado recentemente em Havana, quando moradores bateram panelas contra os constantes apagões que deixaram cerca de 10 milhões de pessoas sem energia. Em algumas regiões, a população tem acesso a apenas duas horas de eletricidade por dia, enquanto em outras os cortes podem durar até 24 horas.
A escassez de alimentos, combustível e medicamentos tem agravado ainda mais a situação. Com preços cada vez mais altos, itens básicos se tornaram inacessíveis para muitos cubanos — há relatos de que o preço dos ovos já ultrapassa um salário mensal. A falta de combustível também compromete a produção e o transporte de alimentos, deixando prateleiras vazias e levando famílias à fome. Além disso, a crise energética afeta diretamente o abastecimento de água, já que grande parte do sistema depende de eletricidade, impactando inclusive hospitais.
As igrejas também enfrentam dificuldades diante desse cenário. Sem energia, muitas precisaram suspender cultos noturnos por questões de segurança e passaram a adotar vigilância para evitar furtos. Ainda assim, continuam atuando no apoio às comunidades, preparando refeições e ajudando os mais necessitados. Em meio à repressão do regime, cristãos seguem se reunindo em igrejas domésticas, que se tornaram essenciais para manter a fé viva no país, mesmo sob risco constante. Cuba ocupa atualmente a 24ª posição na Lista Mundial da Perseguição 2026 da Missão Portas Abertas.




