Quinta-feira, 22 de outubro de 2026
Saúde

Laboratório solicita avaliação do SUS para remédio de câncer infantil

Laboratório solicita avaliação do SUS para remédio de câncer infantil

Medicamento betadinutuximabe pode ser incluído no SUS

O laboratório farmacêutico Recordati submeteu à avaliação da Conitec o medicamento betadinutuximabe, utilizado no tratamento de neuroblastoma de alto risco. Se aprovado, o remédio passará a integrar o sistema público de saúde, beneficiando crianças com esse tipo de tumor maligno. O prazo para a análise da proposta é de 180 dias, prorrogáveis por mais 90.

Incidência do neuroblastoma no Brasil

Estima-se que surgem cerca de 387 novos casos de neuroblastoma por ano no Brasil, sendo que metade deles são classificados como neuroblastoma de alto risco (HRNB).

Indicações do medicamento

O Betadinutuximabe é recomendado para pacientes a partir dos 12 meses, que já passaram por quimioterapia de indução e alcançaram pelo menos uma resposta parcial, seguida de terapia mieloablativa e transplante de células tronco. Também é indicado para pacientes com história de recidiva ou neuroblastoma refratário, com ou sem doença residual.

Evolução da ciência no tratamento do neuroblastoma

A oncologista Arissa Ikeda, do Instituto Nacional do Câncer, destacou que nas últimas décadas houve um esforço significativo na melhoria dos tratamentos contra o neuroblastoma, incluindo o uso do Betadinutuximabe. Tratamentos mais longos, com duração de oito meses a mais de um ano, são considerados uma evolução importante no combate a essa doença.

Dificuldades no acesso ao tratamento

Famílias relatam as dificuldades de acesso a medicamentos de alto custo para o tratamento do neuroblastoma, muitas vezes recorrendo a vaquinhas para arrecadar recursos. O processo de obtenção dos remédios através de planos de saúde ou da rede pública é demorado, o que torna a situação ainda mais difícil para as famílias.

Posicionamento do ministério da Saúde

O ministério da Saúde afirmou que acompanha e apoia as pesquisas e avanços tecnológicos para tratamentos que possam ser incorporados ao SUS. Até o momento, nenhuma empresa havia solicitado a incorporação de novo medicamento para o tratamento do neuroblastoma. O ministério está pronto para iniciar o processo de avaliação assim que a empresa solicitar a incorporação.



*Com informações da Agência Brasil

Redação

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