Quinta-feira, 22 de outubro de 2026
Saúde

Os impactos das mudanças climáticas na ampliação da infestação de mosquito Aedes no Rio

Os impactos das mudanças climáticas na ampliação da infestação de mosquito Aedes no Rio

Aumento das Temperaturas e Proliferação do Aedes aegypti no Rio de Janeiro

Um estudo recente feito por pesquisadores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e da Universidade Federal do Paraná (UFPR) aponta que as mudanças climáticas vão impactar a frequência de dias mais quentes no Rio de Janeiro e aumentar a proliferação do mosquito Aedes aegypti, podendo intensificar a transmissão da dengue no estado.

Previsões Climáticas para as Próximas Décadas

O estudo, publicado em 2021, utilizou modelos de previsão climática para as próximas décadas e avaliou o possível impacto na eclosão de ovos do mosquito Aedes, transmissor da dengue, para estimar a ocorrência da doença até 2070.

Impacto das Temperaturas na Proliferação do Mosquito

De acordo com a pesquisa, o aumento das temperaturas média e mínima no Rio de Janeiro nos próximos anos será um dos principais fatores para o crescimento da população do mosquito Aedes. Isso favorecerá o ciclo de reprodução do inseto, aumentando o potencial de transmissão da dengue.

A melhor forma de combater a dengue é impedir a reprodução do mosquito. Foto: Arte/EBC

Expansão da Ocorrência do Mosquito

O aumento da temperatura no estado também poderá expandir a ocorrência do mosquito em locais do território fluminense onde hoje é limitada por causa do frio, como a região serrana, o sul fluminense e o noroeste do estado.

Monitoramento Contínuo e Sistema de Alerta

O professor Oscar Júnior coordenou a criação de uma rede de estações que fazem monitoramento meteorológico e possuem armadilhas para mosquitos. A ideia é criar um sistema de alerta para avaliar o risco de infestação de Aedes aegypti e possibilitar a tomada de medidas preventivas pelas autoridades sanitárias.

Importância do Monitoramento Periódico

Não obstante a imunização da população contra a dengue, que está em andamento em algumas cidades brasileiras, o monitoramento do mosquito continua sendo fundamental, não só para a dengue, mas também para outras arboviroses, como a zika, a chikungunya e a febre amarela.

A realização de relatórios periódicos a partir dos dados coletados na rede de monitoramento tem o objetivo de alertar as autoridades sobre os riscos de infestação e transmissão dessas doenças, proporcionando ações eficazes no combate ao mosquito Aedes aegypti.

*Com informações da Agência Brasil

Redação

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