O cineasta Michael Ray Lewis apresenta ao público seu novo projeto, o documentário “Universe Designed”. A obra reflete a própria transição de Lewis: de um cético convicto e profissional do cinema de terror a um cristão dedicado a investigar a interseção entre ciência e fé.
O Intelecto como Barreira
A jornada de Lewis no ateísmo foi alimentada, na maioria, pela falta de respostas satisfatórias da comunidade cristã. Objeções sobre a teoria da evolução, a existência do mal e o conceito de punição eterna o levaram a ver o cristianismo como um “mito copiado”, visão reforçada por produções como o documentário Zeitgeist.
“Eu me inclinava ao ateísmo porque as perguntas superficiais que eu fazia não encontravam respostas à altura”, explica o diretor.
Ciência e Curiosidade
O retorno à espiritualidade começou de forma inesperada através de sua esposa. Ao acompanhá-la à igreja com o objetivo inicial de “provar que nada daquilo era verdade”, Lewis acabou confrontado por novas perspectivas.
O divisor de águas não foi um sermão emocional, mas o algoritmo do YouTube. Um vídeo de um astrofísico demonstrando que a ciência aponta para um “Designer Inteligente” despertou sua curiosidade intelectual. Foram três anos de investigação rigorosa, leitura de fontes científicas e diálogos teológicos.
A Entrega da Razão
Em 2016, Lewis percebeu que sua resistência não era mais intelectual, mas voluntária.
“Percebi que minha razão para não acreditar já não se baseava em evidências. Eu simplesmente não queria que fosse verdade. E entendi que esse não era um bom motivo.”
“Universe Designed”
Segundo a CBN News, após sua conversão, Lewis redirecionou sua carreira. O documentário é o resultado de 36 horas de entrevistas condensadas em 85 minutos de narrativa. O objetivo é oferecer à Geração Z e aos Millennials as respostas que ele mesmo não encontrou no passado, provando que a fé cristã é robusta o suficiente para suportar o escrutínio acadêmico.




