Após 15 anos convivendo com insuficiência cardíaca grave, a americana Monica McFarlan chegou a receber dos médicos um prognóstico devastador: ela teria entre dois dias e duas semanas de vida. Diagnosticada aos 37 anos, Monica passou anos enfrentando internações frequentes, tomando nove medicamentos por dia e até encarou uma cirurgia cerebral de emergência após sofrer um ataque cardíaco. Avaliada por diversos centros de transplante nos Estados Unidos, ela foi considerada inelegível para um transplante de coração tradicional devido ao alto nível de anticorpos em seu organismo, o que poderia causar rejeição imediata do órgão.
Quando parecia não haver mais alternativas além dos cuidados paliativos, médicos da Emory University apresentaram uma nova possibilidade: o procedimento HALT. A técnica consiste em realizar primeiro um transplante de fígado e, em seguida, um transplante de coração do mesmo doador. Segundo o cirurgião Victor Pretorius, o fígado funciona como um “escudo” que ajuda a neutralizar os anticorpos do paciente, reduzindo o risco de rejeição do novo coração. A cirurgia, que durou cerca de 16 horas, foi realizada com sucesso e marcou a primeira vez que o procedimento foi feito no estado da Geórgia e apenas a segunda em todo o país.
Segundo a 11 Alive, três meses após a operação, Monica afirma que voltou a viver com qualidade de vida e gratidão. Ela conta que passou do momento em que se despedia da família para uma nova oportunidade de vida. Segundo a paciente, sua recuperação fortaleceu ainda mais sua fé em Deus. A história também teve outro desfecho positivo: o fígado original de Monica, que estava saudável, foi doado para outro paciente, ajudando a salvar mais uma vida.




